CFMV defende atuação do médico veterinário como responsável técnico e recorre contra decisão do STJ

Considerando a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito da desobrigação da presença do responsável técnico e do registro dos estabelecimentos que comercializam animais e produtos de uso veterinário junto aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs), o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) esclarece que a presença de um médico veterinário como Responsável Técnico (RT) nesses tipos de estabelecimentos continua sendo obrigatória, além de representar uma medida de grande importância para a saúde e o bem-estar animal e da sociedade. A decisão do STJ, publicada em 26 de abril, foi motivada por um processo movido por empresas do setor contra o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). A ação questiona a exigência de registro junto ao Conselho Regional e da contratação de um médico veterinário como Responsável Técnico para estabelecimentos que comercializam animais vivos e medicamentos veterinários. A decisão já foi objeto de recurso por parte do CRMV-SP e, assim, ainda não produz efeitos. Tendo em vista os fundamentos legais relacionados ao tema e as várias questões pertinentes à saúde animal, ambiental e humana, o CFMV ingressará com recurso próprio contra a decisão, de modo a defender a atuação do médico veterinário e os direitos da sociedade. O CFMV ressalta que a atuação do médico veterinário como RT nos estabelecimentos que comercializam produtos veterinários está prevista no Decreto-lei nº 467, de 13 de fevereiro de 1969, que exige a responsabilidade técnica para os estabelecimentos que fabriquem, fracionem, comercializem ou armazenem produtos de uso veterinário, conforme a natureza do produto. O Decreto 5.053, de 22 de abril de 2004, ao regulamentar o Decreto-lei nº 467, de 1969, definiu que essa função cabe ao médico veterinário. O texto exige a responsabilidade técnica de um médico veterinário para todos os estabelecimentos que fabriquem, comercializem ou distribuam produtos biológicos, e também prevê a presença desse profissional para os locais que importem, armazenem, fabriquem, manipulem ou fracionem produtos farmacêuticos. A mesma exigência legal também existe para a venda de animais vivos. A Lei nº 5.517, que dispõe sobre o exercício da Medicina Veterinária, determina que é competência privativa do médico veterinário a direção técnica sanitária dos estabelecimentos que comercializam animais. A atuação desse profissional nesses estabelecimentos, define a lei, deve ser assegurada sempre que possível. O CFMV alerta que estabelecimentos que comercializam medicamentos de uso veterinário ou animais sem a orientação de um médico veterinário podem colocar a saúde dos animais em risco, pois lhes falta um profissional capacitado para assegurar que as instalações ofereçam conforto, segurança e higiene aos animais. O médico veterinário é o único profissional capacitado para orientar os funcionários a respeito dos cuidados para a aplicação de produtos de uso veterinário, sobre a forma correta de manipulação de alimentos, sobre o armazenamento de vacinas e medicamentos, e sobre as práticas seguras de manuseio de animais para a realização de procedimentos relacionados a animais, quer de companhia, quer de produção. O médico veterinário também é o único profissional que pode prestar atendimento aos animais em situações de emergência. O CFMV também adverte que a presença do médico veterinário como RT nos estabelecimentos que se dedicam a prestar serviços ou a comercializar medicamentos e produtos de uso veterinário é imprescindível para o bem-estar dos animais e para a saúde pública. Sem o médico veterinário como RT, a saúde humana e ambiental também é ameaçada, pois não há forma de certificar que o estabelecimento cumpre com os devidos cuidados necessários para o descarte de resíduos, para o controle de zoonoses e para evitar a venda indevida de medicamentos e anabolizantes de uso veterinário.

 

Uso de substância antimicrobiana em rações animais é proibido

Medida consta de instrução normativa publicada nesta quarta-feira pelo Mapa A importação e a fabricação da substância antimicrobiana sulfato de colistina – usada como aditivo zootécnico melhorador de desempenho na composição das rações para aves, bovinos e suínos – está proibida em todo o Brasil a partir da última quarta-feira (30). A decisão consta de instrução normativa assinada pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e publicada no Diário Oficial da União do dia. De acordo com o Mapa, a proibição dessa substância na alimentação animal é baseada nas recomendações dos organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido a possível impacto na saúde humana. No entanto, a matéria-prima importada poderá ser utilizada, ainda, por um ano, a contar desta data, se for devidamente comprovada a sua existência em estoque remanescente, anterior, portanto, à publicação desta portaria. Na mesma condição, poderá ser usado o estoque do produto acabado e, neste caso, por dois anos. Para tanto, os importadores ou fabricantes do aditivo deverão informar, em 30 dias, a partir da data da publicação da instrução normativa, o número do lote importado ou fabricado. Também deverão indicar a data de fabricação, o prazo de validade do lote e a quantidade estocada. O Ministério da Agricultura esclarece ainda que o sulfato de colistina continuará a ser utilizado como produto de uso veterinário para o tratamento de enfermidades nos animais. Segundo a OMS, o sulfato de colistina é uma substância antimicrobiana criticamente importante para a saúde humana. Por isso, após a avaliação técnico-científica dessa substância como aditivo zootécnico melhorador de desempenho e considerando a recomendação da OMS, o uso de substância em rações foi proibido.

 

Aberta consulta pública para texto do Concea sobre bem-estar animal

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) colocou sob consulta pública um texto sobre bem-estar animal produzido pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea). Indivíduos e instituições podem submeter sugestões sobre o documento por meio de um formulário disponível na página do Concea na internet. O prazo da consulta termina no dia 25 de novembro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a preservação do bem-estar animal assegura a confiabilidade dos resultados da pesquisa. No entanto, a definição do que é bem-estar animal ainda gera debate. A maioria das definições do termo, aponta o Concea, engloba conceitos de bem-estar físico, mental e natural. O conceito também se refere à qualidade de vida do animal, o que envolve inúmeros elementos como saúde e felicidade, harmonia com o meio ambiente e capacidade de adaptação sem sofrimento. Em 2004, a União Europeia criou o Welfare Quality Project, identificando quatro princípios para a avaliação do bem-estar de animais de produção: boa nutrição, bom alojamento, boa saúde e comportamento apropriado. O documento produzido pelo Concea também esclarece que boa saúde não é sinônimo de bem-estar. Animais sadios podem apresentar comportamentos anormais se o seu ambiente não permitir que eles expressem o seu comportamento social e da sua espécie, resultando em hábitos como andar de um lado para o outro, morder portões ou até mesmo a automutilação. Portanto, a avaliação do bem-estar nos animais deve levar em conta a espécie, a raça, o sexo e a idade, em virtude das diferenças de comportamento, fisiologia e necessidades. O texto destaca, ainda, o papel do ser humano no bem-estar dos animais por meio do cuidado e do manejo. “As habilidades e sensibilidade dos tratadores para identificar sinais físicos ou comportamentais, que afetem o bem-estar do animal, são qualidades essenciais para a manutenção ou melhoria da sua qualidade de vida”, aponta a avaliação. O documento produzido pelo Concea aponta que, em nível comportamental, muitos sinais e sintomas clínicos têm estreita correlação com os estados emocionais, e podem ser indicadores de distúrbios comportamentais do animal. O texto lista uma série de indicadores comportamentais e clínicos usados na avaliação do bem-estar animal, como os fisiológicos, os bioquímicos, os imunológicos, lesões e a dor. “Em nível mental, o médico veterinário e os demais membros do grupo de pesquisa necessitam desenvolver capacidades para identificar e interpretar os estados emocionais e motivacionais dos animais”, ressalta o Concea. As sugestões ao texto deverão ser encaminhadas por meio do endereço eletrônico consultapubl.concea@mctic.gov.br.

 

Resolução do CFMV permite descontos no parcelamento de dívidas com os Conselhos

O mês de Outubro ficou todo pintado de rosa para a conscientização do câncer de mama em mulheres e, também, nas cadelas e gatas, no chamado Outubro Rosa Pet. Já em novembro, muda-se a cor e o personagem, mas a orientação se mantém a mesma, conscientizar os homens sobre os riscos e prevenção do câncer de próstata, estimulando o autoexame e autocuidado na população masculina. O Novembro Azul Pet, em paralelo à campanha de conscientização do câncer de próstata nos homens, traz a conscientização dos tutores em relação ao câncer de próstata e a importância dos exames em cães. De acordo com Doutor Carlos Eduardo Rocha, especialista em Oncologia e professor do Instituto Qualittas, a próstata pode sofrer alterações, devido aos hormônios, e acarretar em câncer. Não há estudos que indiquem a idade mais comum para o desenvolvimento do câncer nos cães, porém observa-se que animais maduros, com idade superior aos 8 anos, podem já apresentar o câncer de próstata. Um primeiro passo para diagnosticar a doença ainda é a partir de exames de rotina e, embora não seja ainda muito comum na medicina veterinária, segundo o especialista Carlos Eduardo, o exame de toque retal deve ser realizado com frequência, a partir dos 5 anos de idade do animal, mesmo ele sendo castrado. Mas também é possível desconfiar que haja algo errado quando notar tenesmo (esforço improdutivo e repetido de defecação) e disquezia (defecação dolorosa), estrangúria, dor, anormalidade na marcha e perda de peso. “É possível notar, também, durante a palpação, que a próstata se encontra aumentada e irregular, com consistência mais firme que o normal”, diz. Por isso, se o tutor notar algum desses indícios, deve encaminhar o animal até um médico-veterinário. Professor Carlos Eduardo orienta, ainda, que o diagnóstico destas afecções baseia-se nos sinais clínicos, na palpação retal, nos exames radiográfico e ultrassonográfico, bem como nos exames citológico e histológico. E o tratamento recomendado é a remoção cirúrgica da próstata, associado a quimioterapia e radioterapia.

Entenda a Doença
A próstata é a única glândula sexual acessória do cão e gato e, dentre as prostatopatias, a hiperplasia prostática benigna, as prostatites, os cistos prostáticos, abscessos e as neoplasias podem estar presentes. Ao contrário da hiperplasia prostática, os tumores prostáticos não são hormônios-dependentes, pois cães castrados têm o mesmo risco de desenvolvimento das neoplasias prostáticas quando comparados com cães não castrados. Tumores prostáticos podem se originar do tecido epitelial, do tecido muscular liso ou de estruturas vasculares, sendo alterações incomuns em cães e raras em gatos. Já o adenocarcinoma é a neoplasia mais comum na próstata de cães, que acometem os animais com média de 10 anos de idade. São localmente invasivos, com capacidade de fazer metástase rápida, principalmente para linfonodos regionais, pulmões e ossos.

 

Resolução do CFMV permite descontos no parcelamento de dívidas com os Conselhos

Pessoas físicas e jurídicas poderão realizar acordos com desconto para o pagamento de débitos referentes a anuidades, multas, taxas e outras obrigações financeiras com os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (Sistema CFMV/CRMVs). Os procedimentos para a recuperação de créditos são normatizados pela Resolução nº 1.120, publicada nesta segunda-feira (3/10) no Diário Oficial da União.

Para a realização do acordo, todos os débitos vencidos serão consolidados na data da concessão do parcelamento, o que é feito mediante a assinatura de um termo de reconhecimento de dívida (Termo de Confissão Irretratável e Reconhecimento de Dívida).

A norma permite que as dívidas sejam quitadas em um número máximo de 24 parcelas, cujo valor mínimo será definido em resolução por cada Conselho, desde que não sejam inferiores a R$ 50. Os devedores que aderirem ao ajustamento terão a opção de realizar os pagamentos por um sistema de redução progressiva dos encargos moratórios, de acordo com o número de parcelas estabelecidas. Quanto menor o número de parcelas, maior o desconto concedido sobre as multas e juros.

No caso de não pagamento dos boletos, o devedor fica sujeito a multas, juros de mora de 1% ao mês e correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Se o devedor não cumprir qualquer uma das parcelas acordadas em até 45 dias depois do vencimento, o acordo é automaticamente rompido, e a dívida não pode mais ser negociada.

A negociação com desconto até então só era permitida para débitos ajuizados, conforme a Resolução CFMV nº 1.005.

 

Vacinação de pequenos animais deve ser realizada em domicílio ou em estabelecimentos médico-veterinários

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou no dia (3/10) a Resolução CFMV nº 1.119, que determina que a vacinação de pequenos animais só pode ser realizada em domicílio ou em estabelecimentos médico-veterinários, como hospitais, clínicas, consultórios e ambulatórios. O texto modifica a Resolução nº 844, que dispõe sobre o atestado de sanidade e óbito de animais, assim como os de vacinação. A nova resolução também definiu algumas atualizações para as normas que regem os planos de saúde animal, que agora estão adequadas as mudanças recentes da legislação do CFMV.

 

 

04 de outubro

Dia Mundial dos Animais Em 1931, a data de 4 de outubro foi escolhida como Dia Mundial dos Animais. Sejam eles de grande ou pequeno porte; animais de companhia, animais selvagens, animais marinhos, animais de fazendas ou zoológicos, companheiros no esporte ou no lazer. Todos eles dependem de um trabalho de qualidade feito por médicos veterinários e zootecnistas.

A data foi escolhida durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha teve em conta o fato do dia 4 de outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

 

Notícias da Mídia

28 de setembro - Dia Mundial Contra a Raiva
 

Por iniciativa da Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é comemorado anualmente, em 28 de setembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Raiva. A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados. Ela provoca a morte de cerca de 55 mil pessoas por ano no mundo, principalmente na Ásia e África (99,9%). De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), em 2015 foram registrados dois casos de raiva em humanos em todo o país, um no estado do Mato Grosso do Sul e outro na Paraíba. Neste ano, houve um caso registrado em Roraima. Atualmente, o Brasil encontra-se próximo à eliminação da doença. O médico veterinário tem papel fundamental na luta contra a Raiva. Ele atua na vigilância, prevenção e controle da enfermidade. A presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSP/CFMV), Sthenia Amora, explica que o sucesso das ações de combate e prevenção está também na integração dos profissionais que atuam junto à saúde pública, saúde ambiental e saúde animal, agricultura e meio ambiente. “Os dados epidemiológicos não são apenas balizadores para a tomada de decisão dos métodos profiláticos a serem adotados, mas também norteiam as ações dos médicos veterinários no controle animal, com consequente bloqueio do foco”, relata Amora. A presidente da CNSPV/CFMV orienta que qualquer informação suspeita sobre a Raiva nos animais ou em humanos, como relatos de mordeduras ou arranhaduras, o profissional deve contribuir com a Vigilância em Saúde do seu município. “O veterinário deve sugerir à pessoa que sofreu um agravo por algum animal (cão, gato, animais silvestres ou de produção) ou contato com morcegos, a procurar atendimento médico para a profilaxia antirrábica, conforme indicado pelo MS ”, diz. Amora alerta que os médicos veterinários, por suas atividades ocupacionais, estão expostos ao risco da infecção pelo vírus da raiva; portanto, eles devem ser submetidos ao esquema de profilaxia, pré-exposição e ao controle sorológico periódico. Vacina O Ministério da Saúde envia anualmente, para todo o país, doses da vacina antirrábica canina para a realização de campanhas de imunização de cães e gatos, de acordo com as programações estaduais e municipais. O envio dessas doses ocorre conforme a solicitação dos estados e obedece a critérios de avaliação de risco epidemiológico - ou seja, casos notificados de raiva humana e raiva canina, áreas de difícil acesso na região amazônica e áreas de fronteira com a Bolívia. As vacinas para humanos chegam aos estados uma vez ao mês. No entanto, o MS esclarece que a administração desta vacina só é recomendada em casos de acidente de pessoas com animais. Dados da doença Entre 2009 e 2013, foram registrados 2,9 milhões de atendimentos antirrábico humano, apresentando uma média de 591,8 mil ocorrências ao ano, conforme o último boletim epidemiológico que analisa o perfil desses atendimentos. A região sudeste foi a que teve maior número de notificações, com 1,1 milhão, seguida pela região nordeste, com 807,5 mil atendimentos. No Brasil, já foram identificadas 7 variantes antigênicas: variantes 1 e 2, isoladas dos cães; variante 3, de morcego hematófago Desmodus rotundus; e variantes 4 e 6, de morcegos insetívoros Tadarida brasiliensis e Lasiurus cinereus. Outras duas variantes encontradas em Cerdocyon thous (cachorro do mato) e Callithrix jacchus (sagui de tufos brancos) não são compatíveis com o painel estabelecido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), para estudos do vírus rábico nas Américas. Somente mamíferos são capazes de transmitir a raiva, dos quais caninos e felinos são as principais fontes de infecção em áreas urbanas brasileiras. No ambiente silvestres, os morcegos são os principais responsáveis pela manutenção do ciclo da doença. Contudo, outros mamíferos, tais como raposas, cachorro do mato, gato do mato, marsupiais e primatas também possuem importância epidemiológico. Já no ambiente rural, a Raiva acomete primordialmente os animais de produção, como bovinos, equinos e outros. O ciclo da Raiva inicia com a penetração do vírus no organismo e, a partir do ponto de inoculação, multiplica-se, atinge o sistema nervoso periférico e posteriormente, o sistema nervoso central. Em seguida, dissemina-se por diversos órgãos até atingir as glândulas salivares, onde além de se multiplicar, é eliminado na saliva, que ao contaminar outros mamíferos reinicia o ciclo. Cabem aos clínicos médicos veterinários a suspeita; a notificação de casos suspeitos e envio de material (amostras de sistema nervoso central) aos serviços oficiais ou aos laboratórios de referência para diagnóstico; vacinação de animais; apoio na observação de animais promotores de agravos (quando for o caso); orientação aos tutores/proprietários sobre a enfermidade e medidas de prevenção. Educar, vacinar, eliminar Por ocasião do Dia Mundial de Combate à Raiva, a OMS, OIE e a FAO divulgaram um comunicado incentivando os países a acelerarem os esforços para combater a raiva em três etapas. Educar, através da sensibilização das populações em situação de risco divulgando informações sobre a doença; Vacinar, através da implementação de vacinação em larga escala e garantir a pronta entrega de tratamento em casos de diagnóstico de raiva; Eliminar, visando um mundo livre de mortes de raiva humana transmitida por cães até 2030.

Até no detalhe que você não vê, o médico veterinário         está presente

No dia 9 de setembro comemora-se o Dia do Médico Veterinário. Atualmente o Brasil conta com mais de 110 mil profissionais em atuação nas diferentes áreas

Para comemorar o dia do Médico Veterinário, em 9 de setembro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária está realizando dois dias de palestras gratuitas, tanto para profissionais, quanto para estudantes da área. Os assuntos abordaram a diversidade da atuação desse profissional, e mostram que o trabalho desempenhado por eles é responsável por garantir a qualidade de vida de toda a população, dos animais e também do meio ambiente.

Além de trabalhar com a clínica e a cirurgia de pequenos animais, os mais de 110 mil médicos veterinários em atuação no país se dedicam também a mais de 80 áreas de atuação, como a consultoria ambiental, a saúde pública, a análise de alimentos, a reprodução animal e as pesquisas científicas. O trabalho desses profissionais é essencial para a segurança da fauna selvagem, para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos e para a produção de alimentos, refletindo de forma direta na saúde humana.

O médico veterinário desenvolve e implanta ações para garantir que o alimento chegue ao mercado com qualidade e próprio para consumo. “Nós controlamos todas as fases do processo produtivo. Se tiver algum problema, nós tomamos ações corretivas imediatas para que esse produto não seja comercializado”, disse a presidente do CRMV-PE, Erivânia Camelo.

O trabalho do médico veterinário está presente na produção de diversos produtos de origem animal, como carne, ovos, peixe, leite, queijo e até mesmo o mel. O mel não sofre nenhum processo de industrialização. Ele chega ao consumidor quase como um produto in natura, por isso tem de sofrer um processo de inspeção muito rigoroso.

Além de garantir a saúde animal e ambiental, o médico veterinário também é um importante agente no desenvolvimento de medicamentos e vacinas para uso humano. Neste trabalho desafiador, estão, por exemplo, pesquisas científicas que buscam tratamento para doenças como o câncer, a leishmaniose, a malária e a toxoplasmose.

Os médicos veterinários são diretamente responsáveis pela saúde da população, dos animais e do meio ambiente. São eles que inspecionam e avaliam todos os alimentos de origem animal que chegam à mesa do consumidor, cuidam da saúde e bem-estar dos animais domésticos e selvagens, atuam na manutenção e melhoria da qualidade da saúde pública e ainda desenvolvem estudos e pesquisas científicas em busca de novos produtos, vacinas, tratamentos e erradicação de doenças.

 

CRMV-PE sedia o I Encontro de Integração Ensino/Serviço em Medicina Veterinária

No último dia (06/09) foi realizado no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) o I Encontro de Integração Ensino/Serviço em Medicina Veterinária, cujo objetivo foi promover um fórum de atualização, capacitação e discussão sobre temas relevantes e de importância para a atuação do médico veterinário na área de saúde pública gerando a integração e a aproximação entre o ensino e os profissionais do serviço. Foram sete palestras que trabalharam temas como: novas tecnologias empregadas para vigilância ambiental das arboviroses, vigilância e resposta às emergências de saúde pública, atenção básica e o médico veterinário no NASF, perfil epidemiológico das doenças transmitidas por alimentos no Brasil, atuação do serviço de inspeção estadual em entrepostos de carnes e derivados no supermercado e o papel do médico veterinário na responsabilidade técnica em estabelecimentos de alimentos.

Na abertura do evento a presidente do (CRMV-PE) ressaltou a necessidade de aproximar os estudantes dos profissionais da área de saúde pública, visto que as disciplinas dos cursos não conseguem atender a diversidade de atuações do profissional nessa área “ estamos iniciando a semana do médico veterinário com este evento tão importante, onde pela primeira vez estamos desenvolvendo atividades de conhecimento e capacitação para os futuros profissionais. Os estudantes devem sim frequentar este Conselho, pois ele é casa dos médicos veterinários”, disse Erivânia Camelo.

“ O evento surgiu de um encontro informal e nós sentimos a necessidade de integrar o ensino com a realidade do serviço, priorizando profissionais que trazem o cotidiano da profissão”, relatou Mariana Siqueira, conselheira e professora da Uninassau e uma das organizadoras do evento. Já a presidente do Sindicato dos médicos veterinários Elisa Araújo ressaltou a diversidade de atuação desse profissional “ O lugar do médico veterinário é onde ele quiser, pode ser RT, atuar na clínica, na indústria, na vigilância, na apicultura, enfim, na saúde humana, animal e ambiental, somos os únicos que temos essa variedade de atuações e precisamos exercê-las”, enfatizou.

Para o professor da UFRPE, Daniel Brandespim a necessidade de integrar estudante – serviço existe, sobretudo na área de saúde pública. “ Nossa carga horária é muito pouca, por isso nossa programação tenta trazer temas que a grade não contempla, e que esse seja apenas o primeiro de muitos encontros como esse, trazendo o cotidiano da profissão para os discentes”, lembrou.

 


 

CRMV-PE recebe visita do Cremepe

A diretoria do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) representada pelo presidente André Dubeux e pelo secretário geral, José Carlos Alencar realizaram na tarde da última segunda-feira (11/07) uma visita a sede do CRMV-PE para estreitar as relações entre os órgãos. Na ocasião foram recebidos pela presidente Erivânia Camelo e pelo assessor técnico, Alberto Neves.

Diversos assuntos foram abordados no encontro como o uso de medicamentos animais por humanos, o exercício ilegal da profissão, assim como a questão das zoonoses como a tuberculose entre tantas outras. “muito nos preocupa a subnotificação dessas doenças, em 10 anos só houve dois casos de brucelose, é necessário uma maior troca de informações na saúde pública”, afirmou Erivânia Camelo.

A massificação do ensino superior também foi um dos pontos abordados, visto que é importante ter mais profissionais, no entanto é necessária uma formação de qualidade e locais adequados para o exercício profissional. Em julho de 2015 o Cremepe emitiu uma resolução proibindo que laboratórios de análises clínicas em seres humanos realizarem exames laboratoriais em animais.

Ao final do encontro surgiu a proposta de parceria para a realização de fóruns, seminários, eventos conjuntos que envolvessem os vários profissionais da saúde pública para um maior engajamento entre os profissionais visando o bem comum da sociedade.

 

CFMV recebe indicações para o prêmio Octávio Domingues até 30 de julho

Você pode indicar até o dia 30 de julho um nome para concorrer ao Prêmio Professor Octávio Domingues, honraria destinada anualmente a zootecnistas brasileiros que tenham realizado serviços relevantes para o desenvolvimento agropecuário no país. A homenagem é prestada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) desde 1977.

Qualquer pessoa física ou jurídica, seja ela pública ou privada, pode indicar um nome para o prêmio. As indicações deverão ser acompanhadas de memorial e documentos comprobatórios, que serão analisados e julgados pelo Plenário do CFMV.

Os currículos, os memoriais e a documentação que comprove a carreira dos indicados serão submetidos à avaliação dos conselheiros do CFMV em Sessão Plenária. O profissional eleito pela Comissão de Avaliação e Julgamento receberá uma placa, uma medalha e um bóton especial de lapela banhado a ouro.

O prêmio é uma homenagem ao zootecnista homônimo, autor de diversos estudos de importância para o desenvolvimento da Zootecnia no Brasil. Nascido em Xapuri (AC), Octávio Domingues foi o primeiro professor de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura do Pará, em 1918. Graduou-se como engenheiro agrônomo em Piracicaba (SP) e pós graduou-se nos Estados Unidos.

Octávio Domingues lecionou a disciplina ‘Zootecnia Geral’ na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, onde cursou a graduação. Mais tarde, passou a professor catedrático de Zootecnia Especial da Escola Nacional de Agronomia, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Representando a UFRRJ, o profissional integrou a equipe de professores enviados aos Estados Unidos para avaliação dos procedimentos administrativos, didáticos, de pesquisa agronômica e extensão rural adotados pelo Sistema Universitário Norte-Americano dos “Laind Grant Colleges”.

Como indicar

O envio de indicações pode ser feito pelo e-mail cfmv@cfmv.gov.br ou pelo correio, através do seguinte endereço:

Conselho Federal de Medicina Veterinária

SIA Trecho 6, lt.130 e 140, Brasília-DF, CEP 71205-060

O material deve ser claramente identificado como “Indicação para o Prêmio Octávio Domingues”.

 

Parque Estadual de Dois Irmãos recebe especialistas em bem estar animal para reunião e visita técnica

O Parque Estadual de Dois Irmãos realizou no dia 21/06, no seu Centro de Educação Ambiental, mais uma edição da Roda de Conversa - momento de integração que acontece mensalmente e no qual a sociedade, pesquisadores e membros de organizações não governamentais têm a oportunidade de conversar, interagir e apresentar sugestões à equipe técnica do zoológico. O encontro contou com as participações especiais de Dave Morgan, diretor executivo da organização americana Wild Welfare e de Jason Watters, vice-presidente de Bem Estar e Comportamento Animal do Zoológico de São Francisco, na Califórnia. Ao final da reunião, os especialistas foram recebidos pelo secretário de estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.

O biólogo sul-africano Dave Morgan, especialista e consultor de zoológicos para ações de bem estar de animais selvagens em cativeiro realizou, em julho de 2015, uma visita técnica ao Parque de Dois Irmãos que gerou um relatório de recomendações ao gestor da unidade de conservação. Este ano, Morgan realizou visita entre os dias 17 e 21 de junho às dependências e recintos de Dois Irmãos, para avaliar as ações realizadas e apresentar novas contribuições. Na reunião de ontem, que contou com representantes do Movimento por um Novo Parque, Morgan destacou que estava satisfeito com as melhorias encontradas após um ano, especialmente com relação a intervenções sobre enriquecimento e adequações nos recintos, como por exemplo, a colocação de obstáculos, troncos e cipós, que ajudam na locomoção das espécies, além de aproximar o espaço do habitat de onde o animal foi retirado da natureza.

Já Jason Watter, professor do departamento de zootecnia da Universidade da Califórnia, visitou o zoológico entre os dias 18 e 21/06 e interagiu com a equipe técnica do zoo. Watters, que é especialista em comportamento animal e vida selvagem, elogiou a equipe técnica do Parque em realizar uma reunião a portas abertas, onde membros da universidade, pesquisadores e sociedade civil podem questionar e contribuir com a gestão. Segundo ele, este formato não existe na Califórnia e deve ser mantido pelos pesquisadores pernambucanos.

De acordo com George do Rêgo Barros, gerente do Parque, através do atendimento às recomendações de Dave Morgan o objetivo é que o zoológico volte a integrar a Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil. Atualmente, são realizados contatos com zoológicos de outros estados para troca ou doações de animais que possam formar casais para as espécies que continuam solitárias nos recintos. Esta deve ser uma das recomendações de Morgan que devem constar no relatório de visita deste ano. O documento deve ser encaminhado formalmente num prazo de 30 a 60 dias contendo as recomendações feitas pela ONG Wild Welfare.

 

Governo define novas normas para importação de material genético avícola e suinícola


Os processos de importação de material genético avícola, como pintos e ovos férteis, devem passar, a partir de agora, por avaliação técnica prévia da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

É o que define a instrução normativa nº 17 do Ministério, publicada em maio no Diário Oficial da União. O documento será feito com base nas provas zootécnicas apresentadas pelas empresas produtoras de plantéis de multiplicação nos países de origem.
Os estabelecimentos que se dedicam à importação de material genético avícola também devem se registrar na Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). Deverão ser elaborados ainda relatórios para manutenção atualizada das informações dos processos de importação, que devem conter, por exemplo, número de machos e fêmeas ou ovos importados; localização da granja de origem do material genético e incubatório; e a granja ou incubatório de destino do material genético no Brasil. A cada ano, a ABPA deverá encaminhar ao Ministério um informe sobre todas as importações realizadas no período.

Critérios de avaliação suinícola
O Mapa também estabeleceu critérios para avaliação de importação de material genético suinícola por meio de instrução normativa. Além das exigências de ordem sanitária estabelecidas no Regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal será exigida certificação da prova zootécnica prévia emitida pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).
A certificação deve usar critérios definidos no Regulamento do Serviço de Registro Genealógico da ABCS, observando indicadores de produção apresentados pelas empresas produtoras dos materiais de multiplicação a serem importados.
Também devem ser encaminhados relatórios mensais à ABCS pelas empresas de melhoramento, contendo números de machos e fêmeas por linhagem, localização da quarentena e das granjas, e quarentena e granja de destino.

 

Livro e aplicativo lançados pela Embrapa trazem estratégias para controle da Salmonella em suínos


Um livro e um aplicativo voltados para a suinocultura foram lançados, em maio, pela Embrapa Suínos e Aves. Produzidos por meio de pesquisas da Embrapa sobre a bactéria Salmonella, em parceria com o setor de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a ferramenta e o livro apresentam estratégias de controle da Salmonella nas diferentes etapas da cadeia de produção de suínos, que incluem granjas, fábricas de ração e matadouros-frigoríficos.
O livro, chamado “Salmonella na suinocultura brasileira: do problema ao controle”, também trata de temas como o sistema de gestão da segurança de alimentos e a análise de risco microbiológica.


Já o aplicativo "DiagSui – Diagnóstico laboratorial em suinocultura: acesso e funcionalidades" traz orientações sobre o diagnóstico laboratorial das principais doenças dos suínos.
A ferramenta, voltada para médicos veterinários e empresas que trabalham com sanidade de suínos, busca ofertar aos profissionais da área informações importantes que possam ser acessadas no momento em que o médico veterinário se depara com problemas clínicos na granja, por exemplo, e precisa colher amostras para envio ao laboratório.


A ideia é aumentar o percentual de acertos nos diagnósticos realizados, permitindo que formas mais rápidas e efetivas de controle sejam utilizadas e que a mortalidade de animais e os custos da produção sejam reduzidos. 
O DiagSui foi desenvolvido para aplicativos móveis com sistema operacional Android  e está disponível no endereço play.google.com. A base de dados pode ser acessada off line.

 

Fiscalização agropecuária: governo libera entrada no Brasil de viajantes com produtos de origem animal


Turistas e tripulantes poderão, a partir de agora, entrar no Brasil com produtos de origem animal, que incluem queijos, manteiga, doce de leite e salames. Os produtos foram classificados como “de risco insignificante” para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que divulgou a decisão nesta quinta-feira (10), por meio de instrução normativa. A medida visa melhorar o processo de fiscalização, com foco em produtos de maior risco. 

Os produtos autorizados serão limitados a 5 quilos por pessoa, devendo estar acondicionados nas embalagens originais e com rótulos que permitam sua identificação e origem. Os alimentos foram divididos em seis grupos: cárneos industrializados destinados ao consumo humano; lácteos industrializados, como doce de leite, leite em pó, manteiga e requeijão; produtos derivados do ovo; pescados; produtos de confeitaria que contenham ovos, lácteos ou carne em sua composição; além de produtos de origem animal para ornamentação.

Antes, por falta de regulamentação, apenas os produtos de origem vegetal eram autorizados a entrar no país.

Atuação do médico veterinário

Os médicos veterinários atuam como fiscais federais agropecuários, realizando controle em portos, aeroportos e postos de fronteira. A inspeção e fiscalização sanitária de produtos de origem animal pelo médico veterinário faz parte de suas atribuições e devem ser realizadas em locais de produção, manipulação, armazenagem e comercialização.

 

 

Pirataria de remédio para animais chega a 15%

Há uma movimentação tanto de empresas nacionais como de outros países vizinhos para uma busca de soluções contra a pirataria. O seu cão e o seu gato podem não estar sendo bem medicados. Mas o perigo ronda não só animais de estimação como bovinos, suínos, equinos e aves.

Isso porque pelo menos 15% dos medicamentos utilizados para a defesa da saúde animal no Brasil são piratas.

A pirataria vem tanto de produtos contrabandeados de países vizinhos como de fabricantes internos.

TAMANHO DO MERCADO
Produtos para saúde animal, em R$ milhões




 

E os efeitos dessa pirataria são o de trazer problemas de saúde tanto para os humanos como para os animais.

 A utilização de um medicamento sem qualidade não vai fazer efeito sobre a doença do animal. Pior, em alguns casos a persistência dessa doença coloca em risco a saúde humana.

 No caso de outros animais, como bovinos, suínos e aves, a ineficácia e a impropriedade do medicamento pirata podem comprometer até a saúde dos consumidores dessas proteínas.

 Essa pirataria de produtos destinados ao mercado de saúde animal (vacinas, medicamentos etc.) é um sinal de alerta, segundo Henrique Uchio Tada, presidente-executivo da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais). São produtos sem registros e sem comprovação de eficácia.

 Além de colocar em risco a saúde pública, a pirataria no setor traz sérias dificuldades financeiras para o setor devido à concorrência desleal, segundo Tada.

 O mercado brasileiro de produtos para a saúde animal movimentou R$ 4,5 bilhões no ano passado, 12% mais do que em 2014.

 O segmento de bovinocultura é o mais importante, com vendas de R$ 2,4 bilhões e crescimento de 8% no ano. O que mais cresce, no entanto, é o setor de medicamentos para o mercado de cães e gatos, cujas vendas somaram R$ 734 milhões em 2015, com evolução de 25% em relação às do ano anterior.

 A pirataria aparece no mercado na forma de produtos sem testes e sem eficiência comprovada e também com a falsificação de embalagens de produtos de empresas tradicionais do mercado.

 Aumenta até a oferta de produtos manipulados nas gôndolas das lojas, o que não deveria ocorrer. São produtos diferenciados e que servem apenas para consumos específicos, segundo Tada.

 Há uma movimentação tanto de empresas nacionais como de outros países vizinhos para uma busca de soluções contra a pirataria, segundo o presidente da Alanac.

 No Brasil, as medidas de combate à pirataria de produtos veterinários estão sendo estudadas no Conselho Nacional de Combate à Pirataria, sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça.

 Entram ainda nessa lista de combate Anvisa, polícias Federal e Rodoviária, Inpi e Receita Federal.

 O setor aguarda uma nova força nessa luta contra a pirataria. O Ministério da Agricultura fez um pedido para participar desse conselho, o que deverá ser avaliado na primeira quinzena deste mês.

 Agro tem que ter perfil do cliente, diz especialista

O agronegócio tem bom desenvolvimento, mas o desempenho das empresas seria ainda melhor se elas entendessem mais o perfil de distribuidores e consumidores.

 Se a indústria fizer o que se faz em supermercados e farmácias –"fidelizar" e entender o setor–, o agronegócio teria mais eficiência.

 A avaliação é de José Loyola, diretor da Agdata, empresa voltada para a montagem de sistemas de coleta de dados e avaliações de mercado.

 As empresas gastam energia em montar sistema próprio para conseguir esses dados de inteligência. Os distribuidores de agroquímicos, por exemplo, atuam com diversas indústrias e têm de responder a vários sistemas para avaliar estoques, potencial do mercado e participação das empresa nas vendas.

 Loyola diz que essa avaliação da inteligência dos negócios tem de ser unificada em um único formato padrão.

 Os custos seriam menores para as indústrias e distribuidores na coleta de dados.

 Comum nos EUA e no Canadá, empresas independentes fazem a coleta, diagnósticos e condensam informações espalhadas pela empresa.  

Fonte: Folha de São Paulo

 

Campus Serra Talhada realiza I Simpósio de Produção Animal

Entre os dias 13 e 15 de abril, foi realizado na cidade de Serra Talhada, o “I Simpósio de Produção Animal da UFRPE-UAST – I SPA”, que tinha como tema central “Tecnologias de Convivência com o Semiárido: Inovação e Sustentabilidade”. A cerimônia de abertura contou com a presença da Diretora Geral e Acadêmica da UFRPE-UAST, Katya Maria Oliveira de Sousa, do Assessor Técnico do CRMV-PE, Alberto Neves Costa, do Presidente da SBZ, Iran Borges, do Diretor Estadual da ABZ-PE Severino Benone Paes Barbosa, da Gestora de Projetos do Agronegócio do SEBRAE, Maria Auxiliadora Barbosa de Vasconcelos e do Gerente Regional do IPA, Mauricio Fernando Nunes Nogueira.  

Durante os três dias, cerca de 160 pessoas participaram do evento, composto por estudantes de graduação e pós graduação, e profissionais da zootecnia e áreas afins. O simpósio teve sete palestras e cinco minicursos, abrangendo diferentes subáreas da zootecnia, sendo proferidos por professores e pesquisadores com experiência e reconhecimento em sua área de atuação. Na ocasião ainda foram realizadas duas sessões pôster, onde 70 trabalhos científicos foram apresentados.

Os minicursos foram os mais variados possíveis desde como realizar a construção e manejo de uma incubadora artesanal para aves, passando pelo manejo e abate de porquinhos da Índia, como fazer a seleção de reprodutores caprinos e ovinos, a avaliação esportiva de equinos e a escrituração zootécnica de caprinos e ovinos.

Na cerimônia de encerramento foram entregues diversas premiações. Os autores dos melhores trabalhos científicos receberam Menção Honrosa e terão os seus trabalhos publicados pela revista do CRMV-PE. O produtor rural Homembom de Souza Magalhães Neto recebeu o I Prêmio Inovação e Sustentabilidade, em reconhecimento à sua importante contribuição à produção animal do Sertão do Pajeú.

“As diferentes atividades realizadas permitiram a interação entre os participantes, resultando em importantes trocas de experiências e contextualizações da realidade e das necessidades da produção animal no semiárido, além de discussões acerca das estratégias disponíveis para suprir tais necessidades”, disse a presidente da Comissão Organizadora do evento, Ana Paula Gomes Pinto.

 

Farmácias veterinárias são fiscalizadas             

 

               Na manhã de hoje, fiscais da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco - Adagro, do Conselho Regional de Medicina Veterinária - CRMV-PE e do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento deram início a uma série de fiscalizações conjuntas em farmácias veterinárias, com relação à comercialização de produtos veterinários que estão sendo utilizados inadequadamente como estimulante muscular.

               Alguns produtos contêm substâncias que só devem ser vendidas com prescrição médica veterinária e com retenção da receita no local da compra, procedimento semelhante à aquisição de antibióticos em farmácias. Um dos medicamentos mais utilizados chama-se Potenay, um suplemento alimentar à base de mefentermina - substância química da classe das anfetaminas de uso estritamente veterinário, mas que tem sido utilizado de forma indiscriminada e irresponsável. Este complexo vitamínico tem entre seus efeitos colaterais o aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca, respiratória e circulatória.

               Durante a fiscalização foi observado a embalagem do produto, que atualmente já contém a tarja preta e a observação de que o uso em seres humanos causa grandes riscos à saúde. A única irregularidade encontrada foi a venda no produto em prateleiras, o que é proibido pela legislação. Todo medicamento tarja preta deve ficar em local separado, com acesso restrito e fechado com chave. O produto foi recolhido das prateleiras e guardado em local apropriado.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Conselho Federal e Conselhos Regionais de Medicina Veterinária esclarecem sobre o atendimento médico-veterinário gratuito aos animais de população carente

O Sistema Conselho Federal e Conselhos Regionais de Medicina Veterinária esclarece que é permitido, dentro da legalidade, o atendimento gratuito eventual aos animais de pessoas carentes. No entanto, em cumprimento aos deveres éticos, o Sistema CFMV/CRMVs não permite que as prestações de serviços realizadas de forma gratuita sejam feitas com caráter de publicidade, auto promoção, de forma permanente e na busca de captação ilegal de clientela ou para fins eleitoreiros. Os caminhos para o profissional que deseja prestar serviços beneficentes a animais de pessoas que não têm condições de pagar pelo atendimento, passam pelo respeito às normativas existentes e que devem valer para todos, descaracterizando qualquer acusação de que os profissionais de Medicina Veterinária atuam de forma mercenária. É dever dos Conselhos Regionais a fiscalização do exercício da Medicina Veterinária, o que é feito por profissionais qualificados, com o objetivo de orientar sobre as normas vigentes e averiguar irregularidades na atuação dos médicos veterinários, protegendo, assim, a sociedade e os animais de um eventual exercício profissional inadequado. Desse modo, as ações de orientação e fiscalização realizadas pelos conselhos profissionais não podem ser vistas como perseguições. Tal normatização não é mero formalismo, mas sim uma garantia de que esses serviços sejam oferecidos com qualidade, dentro dos parâmetros éticos da profissão, com as técnicas e procedimentos empregados de forma adequada. Historicamente a Medicina Veterinária sempre esteve a serviço da sociedade promovendo a saúde única, preservando a saúde animal, a saúde humana, o meio ambiente e o bem-estar animal. Por fim, informamos que o Sistema CFMV/CRMVs promove de forma sistemática atividades de orientação aos profissionais, com o intuito de fomentar o debate acerca da conduta ética, primando pela excelência dos serviços médico-veterinários oferecidos à sociedade.

 

CONSELHO FEDERAL E CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA VETERINÁRIA

Resolução que definiu regras para os estabelecimentos veterinários completa um ano e aumenta a qualidade dos serviços.

No dia 15 de janeiro de 2015, há um ano, entrou em vigor a Resolução CFMV nº 1015/2012 que conceitua e estabelece condições para o funcionamento de estabelecimentos médicos veterinários. A norma, que recebeu contribuições dos profissionais via consulta pública, vale para clínicas, hospitais, consultórios, ambulatórios e unidade de transporte e remoção médico-veterinária e ambulância. A Resolução CFMV nº 1015/2015 trouxe benefícios, não só para os clientes desses estabelecimentos, mas também mais segurança e qualidade para o trabalho dos médicos veterinários. Profissionais ouvidos pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul (CRMV-MS) contam que a mudança trouxe maior confiabilidade para o trabalho do dia a dia. “Adquiri anestesia inalatória, monitor cardíaco, oxímetro. Como benefício tive mais segurança, recuperação e estabilização dos animais. A recuperação da anestesia é maior e os efeitos colaterais diminuem”, conta o médico veterinário Hemerson Balan, dono de uma clínica em Naviraí (MS). Na clínica do médico veterinário Ronaldo Alcântara, na cidade de Bataguassu (MS), as salas foram ampliadas e divididas para que cada procedimento seja feito em um espaço definido. “Eu fiquei satisfeito, pois além da confiabilidade maior dos meus clientes, melhorou a praticidade nos procedimentos do meu trabalho. Foi investimento muito bem empregado”, conta Ronaldo. A médica veterinária Adriana Cristina, de Ponta Porã (MS), adequou o consultório de acordo com as normas da Resolução CFMV nº 1015/2012. “Tive que criar uma entrada direta para o consultório, colocar uma placa de identificação, fazer a recepção e colocar uma pia. Todos os clientes perceberam e elogiaram a mudança. Foi ótimo me adequar corretamente à resolução”, conta Adriana.

Leia abaixo o que cada estabelecimento de pequenos animais deve ter. E acesse também a Resolução CFMV nº 1015/2012 para mais detalhes.

Hospitais Veterinários

• São os estabelecimentos que possuem a maior estrutura física e de equipamentos, devido a maior complexidade e diversidade dos serviços oferecidos.

• Devem funcionar 24 horas, com presença permanente de médicos veterinários, disponibilizando serviços de assistência médico-veterinária integral aos animais. Compreendem as áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, setor de internação, análises clínicas laboratoriais e diagnóstico por imagem.

• Para o atendimento clínico, é necessária sala de recepção e consultórios. Para o atendimento cirúrgico, sala de preparo dos animais para os procedimentos; sala de antissepsia e paramentação da equipe cirúrgica; sala de lavagem e esterilização de materiais; unidade de recuperação anestésica; e sala cirúrgica com equipamentos necessários para anestesia e monitoramento do paciente durante o procedimento.

• A internação dos animais é feita em acomodações individuais, compatíveis com as diferentes espécies, devidamente limpas e higienizadas. Existe ainda um local específico e isolado para os animais portadores de doenças infectocontagiosas.

• Os hospitais devem contar também com instalações para os serviços de lavanderia, preparo de alimentação para os animais, depósito, almoxarifado, copa/cozinha, vestiário, sanitários e sala de descanso para os funcionários.

Clínicas Veterinárias

• São estabelecimentos que realizam a clínica médica, podendo ter ou não o atendimento cirúrgico.

• O horário de atendimento pode ser em período restrito ou integral, de 24 horas.

• É necessária a presença de médicos veterinários durante todo o período de funcionamento. 

• Quando a clínica veterinária realizar cirurgias, é necessário haver uma estrutura de bloco cirúrgico, com sala de antissepsia e paramentação da equipe cirúrgica; sala de lavagem e esterilização de materiais; unidade de recuperação anestésica; e sala cirúrgica com equipamentos necessários para anestesia e monitoramento do paciente durante o procedimento.

 Consultórios e Ambulatórios Veterinários

• São os estabelecimentos que prestam serviços de baixa complexidade, restringindo-se à realização de consultas, vacinações, curativos e aplicação de medicação.

• Esses procedimentos devem ser realizados em salas com estrutura física e equipamentos necessários ao exame clínico dos animais.

 Transporte e remoção de animais e ambulâncias veterinárias

• Os estabelecimentos veterinários podem dispor de veículos para o transporte, remoção e aplicação de primeiros socorros aos animais.

• Os veículos de transporte e remoção são utilizados unicamente para a remoção de animais que não necessitem de atendimento de urgência ou emergência.

• As ambulâncias veterinárias devem possuir equipamentos que permitam a contenção e a imobilização; o monitoramento de sinais vitais; e a aplicação de medicação de suporte e oxigênio ao animal.

• Tudo deve ser feito sob o acompanhamento de um médico veterinário. 

 

Anvisa aprova primeira vacina contra a dengue

Insumo poderá ser comercializado e usado por pessoas com idade entre 9 e 45 anos. Em outubro, o Conselho Nacional de Biotecnologia havia aprovado o medicamento. A novidade foi testada em mais de 80 países, em mais de 30 mil pessoas. A Anvisa aprovou o uso da vacina contra dengue desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. A imunização protege contra os quatro sorotipos da doença e foi testada em mais de 30 mil pessoas, em 80 países, incluindo o Brasil. Ela poderá ser utilizada por pessoas de 9 a 45 anos. Ainda não há previsão de chegada ao mercado. Segundo o médico e comentarista de saúde da rádio CBN Luis Fernando Correia, a pesquisa para conceber a vacina durou mais de 20 anos. O Brasil é o terceiro país a aprovar o uso da vacina. O México foi o primeiro e as Filipinas, o segundo. Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária da comercialização do medicamento. Ainda não há data para o início das vendas. A novidade foi testada em mais de 80 países, em mais de 30 mil pessoas. A vacina, resultado de pesquisa, durou mais de 20 anos, é fabricada na França e tem eficácia contra os quatro tipos da dengue.  A vacina é produzida em uma fábrica em Lyon, na França, que tem capacidade de desenvolver 100 milhões de doses por ano. Segundo o fabricante, áreas endêmicas terão prioridade. Segundo Luis Fernando Correia, como o Brasil foi um dos primeiros a aprovar a vacina, provavelmente estará na frente. Esta é a primeira vez na história que será lançada uma vacina contra os quatro tipos da dengue, com proteção em torno de 66%. O grupo brasileiro teve uma resposta maior, mas a média foi influenciada por um grupo da Tailândia que não respondeu bem ao antídoto. Durante os testes, foi observado que a vacina preveniu a hospitalização em 80% dos casos e diminuiu em 93% a ocorrência da dengue hemorrágica. Ainda não há previsão para o antídoto chegar ao mercado, qual será o preço e se haverá alguma negociação com o governo para subsidiar a vacina. O Brasil teve mais de 1,5 milhão de casos de dengue até o final de novembro, com mais de 800 mortes. Fonte:CBN

 

Mapa coloca em consulta pública plano de prevenção e vigilância de doenças aviárias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta quinta-feira (17/12), no Diário Oficial da União (DOU), abertura de consulta pública para o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância da Influenza Aviária (IA) e da Doença de Newcastle (DNC). O objetivo é estabelecer medidas sanitárias de controle adotadas caso haja a confirmação de focos das doenças. 

A Influenza Aviária, mais conhecida por peste aviária, é causada pelo vírus Influenza e, assim como a Doença de Newcastle, é uma patologia que atinge aves domésticas e selvagens.

O Plano é de aplicação voluntária dos Serviços Veterinários Estaduais das Unidades da Federação (UFs), que devem garantir o funcionamento do sistema de atenção veterinária e propor ações de vigilância epidemiológica em sanidade avícola. As UFs que não aderirem ao Plano ficam impossibilitadas de realizar o trânsito interestadual e internacional de aves, ovos e alguns subprodutos.

Segundo o documento, os médicos veterinários, proprietários, produtores rurais e demais envolvidos com a criação de aves domésticas devem notificar imediatamente os casos suspeitos das doenças ao Serviço Veterinário Oficial.

O projeto está disponível para consulta no site do Mapa. As propostas deverão ser encaminhadas para pnsa@agricultura.gov.br ou para a Coordenação de Sanidade Avícola, (CSA/DSA/DAS) do Mapa.

A consulta tem prazo de 30 dias para receber contribuições, a contar da data da publicação.

O Plano está sob a coordenação do Departamento de Saúde Animal do Mapa e é uma estratégia do Programa Nacional de Sanidade Avícola.

Comitê Consultivo

Também foi publicada no DOU, nesta quarta, mudanças na Portaria nº 193, de 19 de setembro de 1994, que consolidou e estruturou o Programa Nacional de Sanidade Avícola. A nova portaria (nº 254, de 15 de dezembro de 2015), institui atribuições do Comitê Científico Consultivo do Programa Nacional, entre elas a elaboração, avaliação e apresentação de propostas que visem melhorar o sistema de vigilância, prevenção e controle de doenças avícolas.

O Comitê será composto por profissionais especializados em diversas áreas da saúde animal.

 

Criação do primeiro Mestrado Profissional do Brasil em produção e sanidade animal é aprovado pela CAPES

O primeiro Mestrado Profissional do Brasil em produção e sanidade animal foi aprovado pela Capes. De acordo com o Médico Veterinário, Ivan Bianchi, coordenador de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal Catarinense o apoio formal do CRMV-SC  foi fundamental para qualificar o projeto. “A partir de agora partiremos para novos desafios que é a implementação do mestrado já no início do próximo ano”, afirma. A proposta foi liderada pelo Instituto Federal Catarinense (IFC Campi Araquari e Concórdia) e conta com a participação da EMBRAPA Suínos e Aves. As características peculiares do mestrado profissional permitirão a aproximação das instituições de pesquisa e ensino com o setor produtivo a fim de contribuir para aplicação imediata dos conhecimentos na atividade profissional do pós-graduando e gerando valor. Além disso, permite que o mestrando realize o curso sem a necessidade de afastamento de suas atividades na empresa. O Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal destina-se prioritariamente a profissional com graduação na área de medicina veterinária, agronomia, zootecnia, biologia, licenciatura em ciências agrícolas e áreas afins, com reconhecida atuação em de produção e sanidade de suínos e aves, produção e sanidade em aquicultura, clínica de pequenos e grandes animais. Em breve será divulgado o edital de seleção.

Informações: CRMV-SC

 

 

 


 
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