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17 de Junho – Dia da Medicina Veterinária Militar

Inspeção de água e alimentos, sanidade, manejo e nutrição de equinos e caninos, controle de zoonoses e pesquisa em biossegurança são algumas das áreas de atuação da Medicina Veterinária Militar, que é celebrada no dia 17 de junho.

O médico-veterinário militar é um profissional multifacetado. No dia a dia, atua com biossegurança em operações, no controle das zoonoses, segurança dos alimentos e na preservação ambiental, dentro e fora dos quartéis. Além de, é claro, zelar pela saúde e bem-estar dos animais do plantel e pelo controle de qualidade da água e dos alimentos consumidos pelas tropas.

Os médicos-veterinários que prestaram relevantes serviços à Medicina Veterinária Militar Brasileira e ao fortalecimento da Veterinária Militar serão homenageados, anualmente, pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), com a Comenda Muniz de Aragão.

As indicações ao prêmio foram enviadas até o mês de fevereiro. Devido à pandemia, o agraciado de 2020 será conhecido até o fim deste ano e receberá o prêmio no próximo ano.

Evolução

A atividade do profissional no contexto militar evoluiu ao longo da história, adaptando-se às novas características de combate. Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e Organização das Nações Unidas (ONU) contam com médicos-veterinários em suas estruturas. O Exército Brasileiro, por exemplo, possui cães treinados para guarda de instalações e detecção de explosivos, armas e substâncias químicas. Entende-se, então, a importância do médico-veterinário, que também é responsável pelo manejo, reprodução e atendimento clínico-cirúrgico de equinos.

Outro exemplo de ação em operações multidimensionais ocorreu quando os médicos-veterinários militares brasileiros integraram missões da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo mundo. Graças a esses profissionais, as tropas brasileiras mantiveram a operacionalidade, mesmo atuando em regiões castigadas por enfermidades infecciosas e zoonoses como raiva, leishmaniose, diarreias e malária.

Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira

Médica-Veterinária Militar – Exército Brasileiro

                  Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira. Foto: acervo pessoal

A Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira ocupa o cargo de Gerente da Seção de Interoperabilidade em Subsistência e Medicina Operativa (Secism), no Ministério da Defesa (MD), com a atribuição de elaborar a doutrina de emprego e realizar o preparo dos profissionais que atuarão na saúde operacional, a segurança e a defesa alimentar nas operações conjuntas das Forças Armadas. Para isso, responde pelos projetos de Defesa Alimentar e do Centro Conjunto de Saúde Operacional. A Secism também preside os trabalhos da Comissão de Estudos em Alimentação das Forças Armadas (Ceafa), uma comissão multidisciplinar composta por integrantes do MD e das Forças Singulares (FS) para a busca de inovações e soluções para a alimentação segura de militares em operações. Com o início da pandemia, o MD ativou o Centro de Coordenação de Logística e Mobilização (CCLM) para a Operação Covid-19, na qual a seção responde pelas atividades desenvolvidas pela célula de saúde:

– Levantamento das capacidades e necessidades em saúde disponíveis nas FS para o enfrentamento da pandemia;

– Aquisição de insumos e distribuição de medicamentos, álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual (EPI);

– Estabelecimento de três centros de treinamento para a capacitação de profissionais de saúde;

– Apoio aos comandos conjuntos ativados pelo MD para atender às diferentes demandas tanto do Ministério da Saúde quanto estaduais e municipais para o enfrentamento da pandemia.

“Nas Forças Armadas não há uma distinção entre médicos-veterinários mulheres ou homens; somos designados para as missões em razão de nossa capacitação. Creio que ainda há muito espaço a ser conquistado pela Medicina Veterinária Militar, especialmente na seara da saúde única. Muitas atividades, se pudessem contar com um médico-veterinário durante as fases de planejamento e preparo, certamente iriam garantir melhores condições sanitárias às tropas empregadas”, comenta a coronel Beatriz.

Para ela, comemorar o Dia da Medicina Veterinária Militar reveste-se de grande importância em razão dos benefícios que a atividade produziu para a Medicina Veterinária Brasileira, desde que surgiu, como resposta ao mormo, uma zoonose que ceifou vidas humanas e plantéis inteiros de equídeos

“A falta de médicos-veterinários no Brasil, no início do século XX, fez com que esses profissionais integrassem a primeira Missão Militar Francesa, que além de estruturar uma resposta ao problema sanitário do mormo, também deu início ao processo de criação da Escola de Veterinária do Exército (EsVEx), pioneira no Brasil. Os médicos-veterinários militares sempre contribuíram com o desenvolvimento da profissão”, afirma.

Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima

Médico-Veterinário Militar – Exército Brasileiro

Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima. Foto: acervo pessoal

O Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima é médico-veterinário do Exército Brasileiro há mais de 25 anos e, nessa trajetória, atuou em diversos setores. A seguir, ele conta um pouco da sua história na instituição.

No início da carreira, estive ligado à área de manejo e sanidade de cerca de 500 equinos militares, no Rio de Janeiro, tendo a oportunidade de contribuir para a melhoria do manejo alimentar e de ações preventivas que reduziram muito a mortalidade dos cavalos confinados empregados em patrulhas e no cerimonial militar. Pude aprender bastante sobre medicina esportiva equina, participar de eventos internacionais, como os Jogos Equestres Mundiais Militares, no Chile, em 2002, e dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Por dois anos, atuei na área de apoio à logística de suprimentos (alimentação), em Boa Vista (RR), e por mais de 15 anos estive ligado ao ensino militar, formando os novos veterinários militares na Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), em Salvador (BA). Durante toda a carreira, em paralelo à missão principal, sempre fomos instados a atuar na gestão ambiental, vigilância sanitária, auditoria de segurança de alimentos, controle de zoonoses, sendo que o momento mais rico dessa área foi a experiência de atuar por um ano como primeiro veterinário do batalhão brasileiro na Missão de Paz no Haiti (2009-2010), tendo, inclusive, vivenciado os desafios do terremoto de 2010. Hoje estou na Escola Superior de Guerra (ESG), campus Brasília (DF), onde atuo como professor e pesquisador, com foco nas áreas de defesa biológica, defesa alimentar e inteligência epidemiológica.

Segundo o médico-veterinário militar, somente no Exército Brasileiro são mais de 200 veterinários militares. “Temos mais algumas dezenas nas outras Forças e nas Polícias Militares. A cada dia, a sociedade, os gestores e as autoridades entendem melhor a relevância e o papel estratégico deste profissional. Além das nossas missões básicas na inspeção dos alimentos adquiridos pelas tropas, na assistência à saúde dos equinos, cães e outros animais de emprego militar, os veterinários militares têm se destacado nas pesquisas e no desenvolvimento de doutrinas em áreas novas e fundamentais, como defesa biológica, defesa alimentar, gestão ambiental, biossegurança e inteligência em saúde. Esses profissionais geram conhecimentos fundamentais para preservar a saúde dos militares e desenvolver uma cultura de proteção da saúde, inclusive fortalecendo a segurança biológica nas nossas fronteiras, em áreas remotas da Amazônia e no dia a dia dos nossos quartéis”, diz.

José Roberto lembra a memória da data: “Em 17 de junho, cultuamos a memória do nosso patrono, o Tenente-Coronel João Muniz Barreto de Aragão. Pesquisador em microbiologia, grande gestor e destacado militar, foi o criador do Serviço de Veterinária do Exército, fundador e primeiro diretor da Escola de Veterinária do Exército. Sua dedicação, visão de futuro e persistência foram determinantes para o surgimento e crescimento da veterinária no país e para que hoje sejamos uma potência no agronegócio, pilar econômico que tem se mantido inabalável, mesmo em momentos de crise como na atual pandemia. Se hoje enfrentamos desafios e dificuldades, devemos nos inspirar no nosso patrono, que tantos óbices superou, fazendo valer seus valores, virtudes e a chama do saber científico”.

Patrono da Medicina Veterinária Militar – João Muniz Barreto de Aragão

O Tenente-Coronel Médico João Muniz Barreto de Aragão nasceu em 17 de junho de 1874, filho do Barão de Mataripe, em Santo Amaro (BA).

Prestou inestimáveis serviços à Medicina Veterinária, ao Exército e ao país, deixando como legado uma vida dedicada à ciência e à carreira das Armas, ao longo de 21 anos. Em dezembro de 1940, por decreto-lei, foi declarado Patrono do Serviço de Veterinária do Exército Brasileiro.

Em 1901, já formado médico-cirurgião, Muniz de Aragão ingressou no Corpo de Saúde do Exército, destacando-se no combate às zoonoses que assolavam a tropa e desenvolvendo seus trabalhos no Instituto de Biologia do Exército e no Instituto Oswaldo Cruz. No contexto da Missão Militar Francesa, o Brasil recebeu oficiais veterinários que debelaram os surtos e ajudaram na criação de um curso de Medicina Veterinária. O então Capitão Muniz de Aragão, reconhecido por sua atuação na luta contra as epidemias que se alastravam na população e na tropa, foi indicado para a idealização e implementação da EsVEx, inaugurada em 17 de julho de 1914.

Na escola, Muniz de Aragão foi instrutor e o primeiro diretor. Sempre atento às necessidades da Força, criou e dirigiu o Serviço de Defesa Sanitária Animal, embrião do que viria a ser o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, e redigiu o primeiro Código Sanitário Animal, que abriu os frigoríficos do Brasil para a exportação e impulsionou a agroindústria do pós-guerra. Ele morreu em 16 de janeiro de 1922, aos 47 anos de idade, devido a uma síncope cardíaca.

Na década de 1980, a EsVEx foi fechada. Porém, sua extinção não significou o fim do veterinário nas fileiras do Exército. A formação do oficial veterinário de carreira foi reativada, em 1992, na Escola de Administração do Exército, hoje denominada EsFCEx.

Atualmente, a formação desses oficiais ocorre na Escola de Saúde do Exército (EsSEx), no Rio de Janeiro. Os médicos-veterinários, aprovados em concurso nacional, passam nove meses como Primeiros-Tenentes Alunos, em Curso de Formação de Oficiais (CFO) intenso, no qual absorvem conhecimentos científicos, competências, habilidades, valores e atitudes que o capacitam a desempenhar, com segurança, as missões atinentes ao cargo, como a proteção da tropa em tempo de paz ou em combate, em todo o território nacional e no exterior.

A Medicina Veterinária Militar evoluiu ao longo da história dos conflitos, adaptando-se às novas características de combate. Hoje, os médicos-veterinários da Força Terrestre atuam em diversas frentes, nos mais de 600 quartéis pelo Brasil ou nas Missões de Paz da ONU em outros continentes, desempenhando missões que incluem:

– as atividades de biossegurança nas operações militares;

– a inspeção e a vigilância sanitária de alimentos;

– o controle da qualidade da água;

– a contribuição para a defesa nacional frente aos riscos biológicos emergentes e ao bioterrorismo;

– o estudo da fauna e a contribuição para a preservação do meio ambiente;

– a preservação da saúde dos animais de emprego militar;

– a inspeção de instalações;

– o apoio às ações cívico-sociais;

– o apoio a grandes eventos realizados no Brasil, como os Jogos Mundiais Militares, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo Fifa e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos;

– apoio a megaoperações, como o combate à covid-19;

– a prevenção das zoonoses; e

– o controle da população de vetores e roedores.

Comenda Muniz de Aragão

As indicações à outorga podem ser feitas pela diretoria executiva, membros titulares e suplentes do CFMV ou de cada Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), individualmente, bem como pelas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e Polícia Militar dos estados e do Distrito Federal. Os interessados podem entrar em contato com o CRMV do seu estado e consultar como enviar nomes para concorrer ao prêmio. É preciso encaminhar um memorial e/ou currículo do profissional, além de documentos que comprovem o merecimento.

“Muniz de Aragão abriu caminhos para todos nós, que hoje somos mais de 130 mil profissionais atuantes e registrados no Sistema CFMV/CRMVs. Seja na atuação civil ou militar, o objetivo do médico-veterinário é um só: servir à sociedade”, afirma o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti.

Por todas as conquistas presentes e futuras da Medicina Veterinária Militar brasileira, o CFMV parabeniza todos os que desempenham a atividade em nosso país.

 

Assessoria de Comunicação do CFMV

Profissionais comparecem em peso ao I Workshop sobre Entrepostos de Carnes em Supermercados

Foi um sucesso a realização do I Workshop sobre Entrepostos de Carnes em Supermercados promovido, na última terça-feira (4), pela Adagro-PE em parceria com Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) e sua Comissão de Alimentos de Origem Animal, com apoio da Consultechs Consultoria e Capacitação Técnica. Médicos Veterinários e Zootecnistas lotaram o auditório do Conselho Pernambucano para acompanhar a programação, que contemplou diversos temas, entre eles, a estrutura e legislação aplicada, responsabilidade técnica e programas de autocontrole.

O presidente do CRMV-PE, Marcelo Teixeira, esteve presente na abertura, dando boas-vindas ao público. Ao lado dele, completaram a mesa de honra, Paulo Roberto de Andrade, presidente da Adagro PE; Glenda Luna de Holanda, também da Adagro; Valéria Rocha Cavalcanti, presidente do CRMV-PB; José de Arimatéia, vice-presidente do CRMV-RN; Antônio Auro da Silva, presidente do CRMV-PI; e Otto Cabral Portela, da Comissão de Saúde Pública do CRMV-AL. Entre os palestrantes, grandes especialistas da área, como Alessandra D’Alencar, Flávio Silva, Glenda de Holanda e Kalina Rebêlo Monteiro.

Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE, ficou muito satisfeito com o sucesso do evento. “Para nós é uma grande satisfação ver essa iniciativa ocorrendo, pois a qualificação é o passo mais importante para o crescimento da classe. Parabenizamos também a Adagro pela sensibilidade ao tema, pela transparência de vir aqui, passar para as pessoas detalhes do que realmente faz parte das normativas. Isso ajuda o entendimento, além de facilitar a fiscalização para eles e o atendimento das normas para os profissionais”, afirma Teixeira.

Paulo Lima, presidente da Adagro, concorda que a realização de iniciativas como esta são essenciais para a classe. “Esse workshop é fundamental para a universalização do conhecimento, por meio dele os fiscais da Adagro têm a oportunidade de repassar para os responsáveis técnicos as orientações necessárias acerca da legislação vigente, visando a uniformização de procedimentos. A partir do momento que as informações são transmitidas, esperamos que ocorram menos inconformidades operacionais promovendo assim a melhoria da eficiência dos processos”.

De acordo com Márcia Belo, médica veterinária e presidente da Comissão de Alimentos de Origem Animal do CRMV-PE, a ideia de promover o I workshop sobre entrepostos de carnes em supermercados surgiu porque foi identificada uma necessidade de alinhamento entre profissionais e agentes fiscalizadores.

Há uma lei estadual, nº 58/2017, que traz diretrizes aos açougues de supermercados. Porém ainda assim as dúvidas são constantes. “A portaria dá direcionamentos, mas não é totalmente orientadora. Com isso as incertezas sobre os procedimentos necessários continuam surgindo. O workshop é uma oportunidade única de trocar ideias, reunir os RTs do segmento, promover um debate construtivo… Uma dinâmica que traz benefícios a todos os envolvidos”, diz.

Márcia ainda ressalta que a aplicação dos sistemas de Segurança do Alimento exigidos pela Adagro não é algo ensinado obrigatoriamente nas universidades, o que torna ainda mais importante a realização de cursos como esse, que afinam os profissionais com as normas da instituição. “Acontece de um profissional iniciar o trabalho de RT e por não ter feito nenhum curso de capacitação e atualização, não exerce de fato a responsabilidade técnica e também não procura os órgãos competentes para pedir ajuda. É isso o que queremos evitar. Essa falta de trocas. Aproximar entidade e profissionais, para que haja constantemente capacitação ou reciclagem de conhecimentos”.

Depois do sucesso do evento, novas edições do workshop, no Recife e também em municípios do interior pernambucano, estão sendo estudadas.

 

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Denúncias ao CRMV-PE agora podem ser feitas via whastapp

A partir de agora o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) passa a contar um canal exclusivo no whatsapp para recebimento de denúncias ligadas ao trabalho de fiscalização do Conselho. A nova ferramenta visa dar aos cidadãos e também aos profissionais a oportunidade de informar com mais facilidade e rapidez ao CRMV-PE sobre irregularidades cometidas por médicos veterinários, zootecnistas e estabelecimentos ligados ao setor.

O canal funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h, e nas sextas das 8h às 14h, pelo número 81. 99649.1499, que é exclusivo para o recebimento de mensagens! Todas as denúncias enviadas devem seguir acompanhadas das provas necessárias (fotos e vídeos, por exemplo) para abertura do processo de investigação. E o denunciante pode ou não se identificar.

“A ideia do sistema, já que vários outros conselhos regionais estão adotando a modalidade, é oferecer mais uma forma de comunicação direta para o público, aproveitando os recursos tecnológicos existentes, diminuindo a burocracia e facilitando o acesso dos profissionais e cidadãos ao serviço de fiscalização do CRMV-PE. A medida visa estreitar relações e multiplicar nossos olhos e ouvidos sobre ações e condutas irregulares. Isso é de suma importância para todos, ganha a classe e ganha a sociedade”, explica o presidente do CRMV-PE, Marcelo Teixeira.

Atenção!!!

Denúncias de exercício irregular da profissão não serão recebidas pelo whatsapp, devendo ser protocoladas presencialmente conforme prevê a Resolução CFMV nº 875/2007 (https://bit.ly/2VJWz24).

 

Horário de funcionamento do CRMV-PE durante o Carnaval

Devido ao período carnavalesco, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco encerrará o expediente nesta sexta-feira às 12h, retornando às atividades, em horário normal de atendimento, no dia 7 de março, próxima quinta-feira!

Bom Carnaval!!!

Lei que regulamenta venda de animais em comércio é sancionada

Confira na íntegra: Lei nº 16.53619

A Lei nº 16.536/19, que regulamenta a venda de animais de estimação, exóticos ou domésticos em estabelecimentos comerciais e assemelhados, foi sancionada pelo Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, na última quarta-feira (9) e entrará em vigor a partir de 180 dias da sua publicação no Diário Oficial. A lei estadual, de autoria do deputado Joaquim Lira, do PSD, tem como objetivo disciplinar a reprodução, criação, venda, compra e doação de animais e, além disso, estipular regras para eventos de adoção realizados por pet shops e/ou clínicas veterinárias.

Os canis, gatis e pet shops só poderão realizar essas atividades mediante um alvará de funcionamento. Também deverão manter um banco de dados relativos ao plantel, registrando nascimentos, óbitos, vendas, permutas e doações dos animais, sempre mantendo registros com a identificação dos adquirentes, permutantes ou donatários, conforme o caso.

A penalidade para o não cumprimento da lei é o pagamento de multa que pode variar de R$ 1 mil a R$ 100 mil, estipulada de acordo com a natureza e a proporção da ocorrência.

O presidente do CRMV-PE, o Dr. Marcelo Teixeira, deu entrevista para a TV Clube falando sobre o assunto. Saiba mais assistindo ao vídeo (clique aqui).

 

 

 

40 vagas para médicos veterinários em novo concurso da Adagro

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) acaba de lançar um concurso público para preenchimento de 140 vagas, destas, 90 para o cargo de assistente de defesa agropecuária e 50 para o cargo de fiscal estadual agropecuário – onde 40 são destinadas a médicos veterinários. As inscrições para o concurso serão abertas no domingo, 30 de setembro, e seguem até o dia 8 de novembro. Já a prova está marcada para o dia 3 de fevereiro de 2019, em única etapa, por meio de uma prova objetiva de conhecimentos, de caráter eliminatório e classificatório.

Das vagas oferecidas para fiscal estadual agropecuário, 40 são destinadas para profissionais com formação superior em medicina veterinária, as outras 10 são para nível superior em agronomia. Entre as exigências, possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no mínimo na categoria B. O salário anunciado para o cargo, com vagas distribuídas para diversas cidades, como Recife, Caruaru e Surubim, é de R$ 4.860,21, com 40 horas de trabalho semanais.

Já para os cargos de assistente de defesa agropecuária, é necessário que os candidatos tenham formação em nível técnico em agropecuária ou em técnico agrícola, além de possuir também a CNH no mínimo de categoria B. O salário bruto para o cargo, com vagas distribuídas para diversos municípios de atuação da Adagro, é de R$ 2.601,93, com 40 horas de trabalho semanais.

As provas acontecerão no Recife, Nazaré da Mata, Garanhuns, Caruaru, Palmares, Arcoverde, Salgueiro e Petrolina. Segundo a divulgação no Diário Oficial da União, o concurso terá validade por dois anos, prorrogáveis por igual período. O resultado final está previsto para o dia 26 de fevereiro de 2018.

As inscrições do certame, organizado pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe), serão realizadas exclusivamente via internet, por meio do site www.upenet.com.br. Para o cargo de assistente de defesa agropecuária, a taxa de inscrição é de R$ 50 e, para o cargo de fiscal estadual agropecuário, o valor é de R$ 64. Os pedidos de isenção da taxa de inscrição devem ser feitos até o dia 15 de outubro.

 

Publicação no Diário Oficial – Concurso da Adagro

 

Semana do Médico Veterinário encerra com saldo positivo

A Semana do Médico Veterinário superou as expectativas dos organizadores. O evento, que integra o calendário anual do Conselho, contou com mais de 400 participantes que lotaram a sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PE). Entre os dias 11 e 14 de setembro, profissionais e estudantes dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia vieram debater, com 20 especialistas de três estados brasileiros, temas relevantes sobre mercado de trabalho, impacto do uso de agrotóxicos, doenças emergentes e saúde pública; além de legislação e normas de responsabilidade técnica (RT).

Ao longo da semana, universitários e profissionais de 18 órgãos, sendo seis universidades, vieram de diferentes municípios da Região Metropolitana de Pernambuco para trocar experiências e aprender mais sobre as diferentes áreas que auxiliam no desenvolvimento do médico veterinário. Este é um dos objetivos do evento para o presidente do CRMV-PE, o Dr. Marcelo Teixeira, que considerou o resultado do evento muito positivo.

“Estamos com a sensação de dever cumprido. Foram três dias inteiros de palestras e mesas redondas com temas variados, todos de grande relevância para a classe. Dessa forma, todos saem ganhando: os profissionais, que adquirem mais ciência, e a sociedade, que passa a contar com médicos veterinários mais capacitados nos diversos segmentos da profissão”, disse Marcelo, em seu discurso no dia de encerramento do evento.

Presente todos os dias do evento, a inspetora sanitária Elisa Araújo, também representante do Sindicato de Medicina Veterinária, costuma participar todos os anos da Semana de Medicina Veterinária, desde os tempos da universidade. “Considero o evento um momento oportuno para não só agregar, mas ampliar os conhecimentos e trocar experiências com outros profissionais”, disse Elisa.

Saúde pública e oftalmopatias felinas em pauta na programação

Dr. Luiz Augustinho Menezes da Silva. Foto: SF Fotografia

A grade de palestras da Semana do Médico Veterinário do CRMV-PE  foi aberta, nesta quarta-feira (12), pelo debate “Morcegos Urbanos e Saúde Pública: os Cuidados para uma Boa Interação”, comandado pelo Dr. Luiz Augustinho Menezes da Silva, biólogo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que abriu a conversa levantando a questão: afinal, os morcegos são vilões ou mocinhos? Com este mote, todo o debate foi desenvolvido em cima dos aspectos positivos e negativos da presença dos mamíferos em zonas urbanas.

Há uma grande variedade de morcegos no mundo, só no Brasil, são mais de 182 espécies do mamífero. Mais especificamente em Pernambuco, estudos apontam 30 espécies diferentes de morcegos vivendo em ambientes urbanos.

Segundo Luiz Augustinho, os morcegos são pintados como vilões, muitas vezes, por causa dos mitos e lendas nascidos das crendices populares, já que é comum que esses animais sejam associados aos vampiros, às bruxas e até aos demônios. Porém, voltando mais a linha do tempo, o professor resgatou simbologias positivas sobre o animal presente em outras culturas e civilizações, como os Maias, da América Central, que possuíam um Deus-morcego. Na China, o mamífero já foi considerado um símbolo da felicidade, e na antiguidade, o morcego era o representante da vigilância.

E os aspectos positivos da existência dos morcegos não param por aí. De acordo com o professor, ainda pode-se destacar o trabalho de dispersão de sementes realizado por eles, já que os animais chegam a transportar, aproximadamente, 500 sementes de plantas típicas de florestas e a polinização de pelo menos 500 espécies de plantas e 96 gêneros neotropicais em matas de capoeiras. Os morcegos também realizam o controle da população de invertebrados e vertebrados, e mais, espécies menos generalistas ainda podem ser utilizadas como bioindicadoras da qualidade do hábitat. Na África e em algumas tribos brasileiras, os morcegos são ainda utilizados como recursos alimentar.

Entre os aspectos negativos, o que mais pesa contra os mamíferos é a transmissão de doenças, como a raiva, histoplasmose e a criptococose. Na pecuária então, os prejuízos podem ser enormes, já que os morcegos hematófagos conseguem causar sérios danos ao transmitir o vírus rábico, chegando, em alguns casos, a reduzir drasticamente a população de mamíferos de criação.

As três espécies hematófagas, aliás, são muito responsáveis pelo preconceito sofrido pelos morcegos. As atividades crepuscular e noturna, o hábito de se abrigarem em cavernas e ambientes semelhantes também.

A estudante de Medicina Veterinária Camila Sousa. Foto: SF Fotografia

A estudante de medicina veterinária da UFRPE Camila Sousa, que acompanha programação da Semana do Veterinário desde o início, destacou a riqueza de informações da palestra. “O tema é muito interessante e ainda pouco debatido. Uma grande oportunidade de aprender, revisar e aprofundar nossos conhecimentos”, diz.

A incidência da raiva também foi abordada durante a palestra. Segundo levantamentos, entre 1991 a 2014, dos 186 municípios pernambucanos analisados, a cidade de São José do Egito se destaca na positividade de morcegos com a doença. No município, 13 casos foram confirmados durante o período.

O professor ainda deu dicas sobre os primeiros procedimentos a se tomar após um arranhão ou mordida de morcego e quais são as formas de se reduzir as agressões em humanos ou animais de estimação.

“É preciso desenvolver mais ações de educação em saúde voltadas aos morcegos, visando a preservação das espécies. A participação de órgãos públicos e da comunidade, nesses três níveis – educacional, saúde pública e arquitetura e urbanismo –  possibilitará uma coexistencia mais harmoniosa entre as pessoas e os morcegos”, afirma.

Palestra sobre esporotricose. Foto: SF Fotografia

Durante à tarde, o evento recebeu um seminário sobre esporotricose, uma problemática que tem deixado o estado de Pernambuco em alerta, sendo considerado um caso de saúde pública.  Para falar sobre a doença, uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode atingir humanos e animais, Francisco Duarte e Geane Oliveira, (Labend) ambos representantes da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), ao lado de Edna Michelly, professora da UFRPE.

À noite, às 19h, foi a vez da palestra Anclivepa-PE (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Pernambuco) com o Dr. Fabrício Bezerra de Sá, da UFRPE. Com o auditório lotado, ele abordou as “Oftalmopatias dos Felinos”, discorrendo sobre os exames oftalmológicos necessários, sinais clínicos e tratamentos.

Dr. Fabrício Bezerra da Sá fala sobre as oftalmopatias felinas. Foto: SF Fotografia

Segundo ele, o diagnóstico começa com o reconhecimento dos sinais, do que se pode visualizar no animal e também com as respostas apresentadas pelo tutor sobre questionamentos indicadores. “A partir do exame clínico é que fechamos o diagnóstico sobre a acuidade visual do animal. Os exames eletrofisiológicos podem quantificar o quanto ele enxerga ou perdeu de visão. Com isso podemos definir os tratamentos medicamentosos sistêmicos e tópicos para inflamações oculares, com a participação do tutor. Agora tem situações que não existe saída, no caso de uma catarata, tem que ser uma cirurgia”, alertou Fabrício.

 

Semana do Médico Veterinário 2018 tem início no Recife

Dr. Glenda Holanda em palestra na Semana do Médico Veterinário. Foto: SF Fotografia

O primeiro dia de programação da Semana do Médico Veterinário 2018, promovida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) abordou a Lei Federal 13.680/2018, que modifica a lei que trata dos processos de fiscalização de produtos de origem animal produzidos de forma artesanal e temas relacionados aos impactos gerados pelo o uso dos agrotóxicos na agropecuária e na saúde humana.

A abertura do evento atraiu vários profissionais e estudantes de Medicina Veterinária e Zootecnia interessados em aprofundar os conhecimentos em questões ligadas à fiscalização e produção dos produtos artesanais de origem animal. O encontro, realizado durante a manhã no auditório do CRMV-PE.

Na palestra, comandada pela Dr. Glenda Holanda, gerente de inspeção animal da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), foram debatidos profundamente artigos da lei 13.680 que deixam margem para dupla interpretação por não delimitar as normas. Entre as consequências, por exemplo, a Dr. Glenda citou a questão dos queijos e leites, que, se produzidos e comercializados de acordo com múltiplas interpretações podem se tornar um problema de segurança de alimentos. “O assunto gerou um debate nacional, pois trata de uma das competências do médico veterinário, mas que a nova lei não regulamenta de forma clara. A lei já está na pauta da nossa inspeção de Produtos de Origem Animal (POA)”, disse Glenda.

Mesa redonda da primeira palestra da Semana do Médico Veterinário 2018. Foto: SF Fotografia

Em seguida a mesa redonda provocou o debate com o público presente, formado, essencialmente, por representantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), fiscais da Adagro e inspetores da Vigilância Sanitária (VISA) dos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Um deles, Kildrey Aquino, que atua como coordenador de alimentos da VISA-Olinda, acredita que o evento é uma troca de ideias de veterinários com visões distintas. “É fundamental nos reunirmos para debater qual a competência de cada área, como no caso do tema de hoje, em que uma legislação federal em vigor cita como responsável o órgão de saúde pública, sem definir se é a vigilância sanitária ou a secretaria de agricultura”, explica Kildrey.

Com a mediação da Dr. Andrea Paiva Botelho Lapenda, professora da UFRPE, a mesa redonda teve a participação de Sérgio Resende, produtor rural (ABRASLeite); dos fiscais da Adagro José Wilson Bezerra e Marcus Medeiros, além do responsável técnico George Martins.

No encontro, José Wilson ainda fez um panorama das leis existentes em Pernambuco sobre procedimento de produção do queijo artesanal, previsto na Lei Federal 13.376, criada em 2007 e atualizada em 2013. As leis protegem o consumidor ao certificar produtores de laticínios livres de brucelose ou tuberculose. “Os produtos continuam sendo fiscalizados, mas a Adagro só tem como dispor sobre medida cautelar da propriedade. Quem interdita é o Governo Estadual. Acredito que só controlar não funciona é preciso certificar estas propriedades”, alertou José Wilson.

Mesa que debateu sobre os impactos dos agrotóxicos. Foto: SF Fotografia

Durante à tarde, a Semana do Médico Veterinário recebeu a mesa redonda “Impacto dos agrotóxicos e dos resíduos de medicamentos veterinários na agropecuária e na saúde humana”, promovida pela Academia de Medicina Veterinária de Pernambuco (AMVP). O seminário abordou profundamente a história do surgimento e popularização dos agrotóxicos no mundo e, mais especificamente, no Brasil, passando pelas necessidades de uso, composição dos produtos, benefícios para o setor agropecuário, malefícios para o meio ambiente e para a saúde humana e muito mais.

Dentro do programa, o Dr. Romero Marinho de Moura, da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, foi o primeiro a palestrar trazendo estudos e considerações sobre as consequências do uso dos agrotóxicos na agricultura e no meio ambiente. Em seguida, foi a vez da Dra. Vânia Freire Lemos, do Instituto Tecnológico de Laticínios do Agreste (Itep), falar sobre os agrotóxicos e os resíduos de medicamentos veterinários na pecuária e produtos derivados. Finalizando a mesa, a profa. Marília Teixeira de Siqueira, da Fiocruz e Universidade de Pernambuco (UPE), trouxe para a Semana do Médico Veterinário considerações sobre a intoxicação em humanos por agrotóxicos e como isso se reflete na saúde pública. A Dr. Maria José de Sena, magnífica reitora da UFRPE, atuou como mediadora da mesa redonda.

 

Cral divulga Nota Técnica sobre a Lei Federal 13.680/2018

Caros colegas,

Confiram agora a Nota Técnica sobre a Lei 13.680/2018, que modifica a Lei 1283, de 18 de dezembro de 1950, que dispõe sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal.

As alterações propostas pela nova Lei Federal (13.680) entram em contrariedade com o interesse público; já que todo o sucesso da produção agropecuária brasileira está alicerçado na Lei nº 1283, que, apesar de antiga, continua eficiente na garantia da qualidade dos produtos de origem animal (POA); e ainda geram conflitos de cumprimento relacionados a exigências sanitárias e mudanças na estrutura da fiscalização dos produtos.

As alterações, entre outras coisas, particularizam cuidados importantes da regulamentação de produtos artesanais e geram consequências adversas em todo o complexo sanitário do setor primário e secundário do Brasil.

Assim, preocupados com a exposição da saúde pública e da segurança da agropecuária brasileira, a Comissão Regional de Alimentos (Cral) do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) tece considerações sobre as mudanças.

 

Confira o documento na íntegra aqui: Nota Técnica – Lei 13.680