PABX: (81) 3797.2517 – FAX: (xx81) 3797.2514

EXPEDIENTE:

Seg. a Qui.: 08h às 17h
Sex: 08h às 14h

CRMV-PE prorroga prazo para atualização cadastral

O CRMV-PE conseguiu prorrogar o prazo para atualização cadastral para a eleição 2020! Agora os profissionais inscritos têm até o dia 13 de julho para realizar as atualizações necessárias no Siscad.

Vale lembrar que manter o seu endereço de e-mail atualizado é essencial para o recebimento da senha provisória que permitirá o voto online na eleição do dia 22 de julho.

Quer saber como atualizar seus dados? Primeiro acesse o Siscad através do link siscad.cfmv.gov.br/usuario/login e faça as modificações necessárias.

Caso encontre dificuldade no processo, faça o download do requerimento de atualização cadastral disponível no Portal CRMV-PE e envie o documento preenchido para os emails pessoafisica@crmvpe.org.br / crmvpe@crmvpe.org.br.

As senhas provisórias serão enviadas aos inscritos no dia 15 de julho.

 

Prazo para a atualização cadastral termina no dia 10 de julho

Garanta seu direito ao voto online! Atualize agora seus dados cadastrais no sistema para receber, no dia 15 de julho, a senha provisória diretamente no seu e-mail. O prazo para a atualização termina nesta sexta-feira, 10 de julho!

Faça o download do requerimento de atualização cadastral  no link bit.ly/2ZOtBl5 e envie o documento preenchido para os emails pessoafisica@crmvpe.org.br ou crmvpe@crmvpe.org.br.

Saiba mais em: bit.ly/3iKBnVN

 

 

6 de Julho – Dia Mundial das Zoonoses

Celebrado anualmente, em 6 de julho, o Dia Mundial das Zoonoses foi criado para enfatizar a discussão acerca do tema. A data faz referência ao dia em que o cientista francês Louis Pasteur aplicou com sucesso a primeira vacina antirrábica, em 1885.

Zoonoses são as enfermidades transmitidas naturalmente entre os animais e o homem, podendo ser causadas por vários agentes etiológicos. Dentre eles, destacamos protozoários, vírus, bactérias, fungos, helmintos e rickéttsias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS/ONU), 60% das doenças infecciosas humanas e 75% das novas doenças que infectaram os seres humanos nas últimas décadas têm origem animal. É cada vez mais comum que doenças mudem de espécies e se espalhem na população, em meio ao crescimento das cadeias de agricultura e abastecimento alimentar.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou que a saúde humana e a saúde animal são interdependentes e vinculadas à saúde dos ecossistemas em que existem, no conceito chamado de Saúde Única (One Health).

Para o presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV), Nélio Batista de Morais, o enlace entre a saúde humana e animal já é conhecido há séculos, porém foi com o desenvolvimento da ciência e o entendimento como as doenças zoonóticas são transmitidas aos seres humanos que se reconheceu o papel do médico-veterinário como agente de saúde pública. Hoje, tornou-se parte fundamental das equipes multidisciplinares nos distintos níveis federativos, segundo ele.

“Assim, toda ação, atividade e estratégia de vigilância, prevenção e controle de zoonoses de relevância para a saúde pública, desenvolvidas e executadas pela área de vigilância de zoonoses, processo epidemiológico de instalação, transmissão e manutenção de zoonoses, requer a presença técnica da Medicina Veterinária, considerando a população exposta, a espécie animal envolvida, a área afetada, todas vinculadas ao foco da saúde única, integrando de forma definitiva meio ambiente, saúde animal e humana”, acrescenta o presidente da CNSPV.

Tudo isso mostra que a atuação do médico-veterinário está ligada também à saúde humana. O profissional está presente na inspeção de produtos de origem animal, na saúde do meio ambiente, a fim de evitar a proliferação de doenças como a leishmaniose, assim como no tratamento e prevenção de zoonoses. O médico-veterinário, pelo seu amplo e diversificado currículo, tem de forma singular a capacidade de compor equipes de saúde e nelas aplicar seus conhecimentos em relação a profilaxias, diagnóstico clínico e laboratorial, terapêuticas, epidemiologia, inspeção, vigilância, extensão, educação, prevenção e promoção à saúde.

Saiba mais:

Zoonoses e arboviroses: conheça mais sobre o tema

Seis fatos sobre o coronavírus e o meio ambiente (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente/Pnuma)

Assessoria de Comunicação do CFMV

Senhas provisórias serão enviadas no dia 15 de julho aos inscritos

Devido ao baixo índice de atualização cadastral, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV PE) decidiu prorrogar a data de envio das senhas provisórias que possibilitam o voto online. A medida visa dar aos médicos-veterinários e zootecnistas inscritos mais tempo hábil para a atualização.

Dessa forma, as senhas provisórias serão enviadas por e-mail no dia 15 de julho!

Se ao fim do dia 15 de julho a senha não constar no seu e-mail, solicite a segunda via através do endereço eleicao2020@crmvpe.org.br, até o dia 17 de julho.

Lembre-se! Mantenha seu cadastro atualizado para receber corretamente as comunicações oficiais do Conselho, seja por correspondência física ou eletrônica.

A opção do voto online só será possível para aqueles que estiverem com o e-mail atualizado no sistema, pois disso depende o envio e o recebimento da carta-senha necessária para o voto. Para conferir seus dados cadastrais e alterar o que estiver desatualizado de forma rápida, segura e independente, acesse o link siscad.cfmv.gov.br/usuario/login ou nosso site crmvpe.org.br.

Se ainda assim houver dificuldades, nossos colaboradores estarão disponíveis para dar orientações. Para agilizar o seu atendimento, acesse o link: crmvpe.org.br/sessoes/processo-eleitoral/, faça o download do requerimento de atualização cadastral e, com o documento preenchido, envie a solicitação para o e-mail: pessoafisica@crmvpe.org.br.

Dúvidas podem ser retiradas através dos whatsapps: 81. 99635.6260 (atendimento) e 81. 99649.1499 (ascom).

Não esqueça! A Eleição do CRMV PE acontece no dia 22 de julho de 2020, das 9h às 17h.

Saiu edital para concurso de oficial médico-veterinário do Exército Brasileiro

Estão abertas as inscrições para o concurso de oficial médico-veterinário do Exército Brasileiro. O edital oferece duas vagas e o processo seletivo será realizado em todo o território nacional. Os profissionais que se candidatarem devem ter diploma emitido por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

O período de inscrição vai até 5 de agosto de 2020 e a prova será realizada no próximo dia 13 de setembro. A Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), em Salvador, é a responsável pelo concurso, no entanto, os aprovados em Medicina Veterinária farão o curso de formação no Rio de Janeiro, na Escola de Saúde do Exército (EsSEx), juntamente com os novos oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e enfermeiros.

A duração do curso de formação é de, aproximadamente, 35 semanas. No final, o oficial será declarado primeiro-tenente, sendo classificado em uma Organização Militar, conforme seu desempenho escolar final. O progresso da carreira o conduzirá, após aprovação nos cursos de habilitação exigidos, ao posto final de coronel.

O candidato deverá ter até 32 anos de idade no dia 31 de dezembro do ano da matrícula, isto é, em 2021. Além da prova intelectual, o candidato é submetido a inspeção de saúde, exame de aptidão física, avaliação psicológica e comprovação de requisitos para habilitação.

Atuação

No Exército, o oficial médico-veterinário pode atuar em diversas áreas de competência da profissão, como sanidade de animais de emprego militar (cães e cavalos), além de ruminantes e animais silvestres, inspeção e segurança dos alimentos e da água, vigilância sanitária e ambiental, controle de zoonoses e pragas, além de defesa biológica, em consonância com o conceito de saúde única, segundo o coronel médico-veterinário Francisco Augusto dos Santos.

“Tive a oportunidade de, ao longo de mais de 30 anos de serviço, trabalhar como Chefe da Seção de Cães-de-Guerra, do Laboratório de Inspeção de Alimentos e do Hospital Veterinário da Escola de Equitação. Além disso, exerci funções de defesa biológica, biossegurança, vigilância sanitária e ambiental em duas missões de paz da ONU, no Haiti; nos Jogos Olímpicos Rio 2016; na operação de ajuda humanitária aos refugiados venezuelanos, a Operação Acolhida; e em diversas operações militares no Brasil, principalmente, na Região Amazônica. Assim, o Exército Brasileiro me proporcionou experiências profissionais que, dificilmente, teria em qualquer outra instituição nacional”, afirma.

Para o coronel médico-veterinário, que também é membro da Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), o emprego do médico-veterinário no Exército é cada vez mais valorizado, por meio da intensificação de sua participação nas ações de saúde pública, como no atual combate à covid-19. Os oficiais fazem parte dos comandos conjuntos, que planejam e organizam ações do Exército em nível regional, além de participar efetivamente no combate à pandemia, por meio de medidas de prevenção individuais dos militares e desinfecção de instalações e equipamentos.

A renovação de seus quadros permite ao Exército manter a continuidade dos trabalhos executados, elevando o padrão sanitário de sua tropa e de seus animais. Além disso, ganha a Medicina Veterinária, como um todo, por conta da oferta de novas oportunidades de trabalho aos médicos-veterinários e da valorização de seus integrantes.

Medicina Veterinária Militar

A história da Medicina Veterinária Militar teve início, no Brasil, com a chegada de médicos-veterinários em missões militares francesas para combater a epidemia de mormo, que assolava o Rio de Janeiro no início do século XX. Em 1910, foi criada a primeira escola de Medicina Veterinária no país, a Escola de Veterinária do Exército.

No entanto, em 1974, passaram a ser admitidos apenas oficiais temporários, levando à extinção do serviço veterinário no Exército. A situação mudou no ano de 1992, com o reingresso de oficiais médicos-veterinários de carreira, por meio de concurso público.

O edital completo com as matérias da prova e demais informações pode ser obtidos aqui.

Fonte: CRMV-RJ

Assessoria de Comunicação do CFMV

Atualize seu cadastro para votar online

👉Atualize seu cadastro para votar online!

É importante que todos os inscritos mantenham seu cadastro atualizado para que recebam corretamente as comunicações oficiais do Conselho, seja por correspondência física ou eletrônica. Ressaltamos mais uma vez que a opção do voto online só será possível para aqueles que estiverem com o endereço eletrônico (e-mail) atualizado no sistema, pois disso depende o envio e o recebimento da carta-senha necessária para o voto.

Lembramos que o prazo para a atualização vai até o dia 13 de julho!

Para conferir seus dados cadastrais e alterar o que estiver desatualizado de forma rápida, segura e independente, acesse o link siscad.cfmv.gov.br/usuario/login ou nosso site crmvpe.org.br.

Se ainda assim houver dúvidas ou dificuldades, nossos colaboradores estarão disponíveis para dar orientações, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 15h, através dos canais abaixo. Para agilizar o seu atendimento, entre em contato com o requerimento de atualização cadastral já preenchido:

Email
pessoafisica@crmvpe.org.br
crmvpe@crmvpe.org.br

Whatsapp
Atendimento – 81. 99635.6260
Ascom – 81. 99649.1499

Não esqueça! A Eleição do CRMV PE acontece no dia 22 de julho de 2020, das 9h às 17h.

Download:

Em PDF: REQUERIMENTO DE ATUALIZAÇÃO CADASTRAL CRMV PE

Em word: REQUERIMENTO DE ATUALIZAÇÃO CADASTRAL CRMV PE

 

 

Dúvidas sobre a eleição CRMV-PE para o triênio 2020 – 2023

A eleição para composição da diretoria executiva e corpo de conselheiros do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pernambuco (CRMV-PE) para o triênio 2020-2023 está marcada para o dia 22 de julho, das 9h às 17h. Pela primeira vez o processo eleitoral terá também a modalidade de voto online, que poderá ser efetuado através de qualquer dispositivo com acesso à internet, como smartphones e tablets com sistema IOS ou Android, notebooks, computadores e etc.

No intuito de simplificar para os eleitores, preparamos um FAQ com as principais dúvidas relacionadas ao processo. Confira:

Confira:

1 – O voto é obrigatório?

Sim. O voto é obrigatório a todos os médicos veterinários e zootecnistas possuidores de inscrição principal (VP) no CRMV-PE que se enquadram no previsto pela Resolução CFMV nº 958/2010.

2 – Tenho débitos no Conselho. Como faço para votar?

Você deve regularizar sua situação junto ao Conselho antes da eleição. Para os que optarem pelo voto online (voto pelo site), o prazo para negociar os débitos com o CRMV-PE é até 02 de julho de 2020; se não fizer a negociação até essa data, automaticamente o eleitor terá que votar presencialmente. Para os que optarem pelo voto presencial ou por correspondência, o prazo se estende até a data do pleito.

3 – Quais são as modalidades de voto?

São disponibilizadas três modalidades de voto: online, presencial e por correspondência (mediante solicitação até o dia 02 de julho pelo e-mail: eleicao2020@crmvpe.org.br).

4 – Como votar online?

Para dar aos profissionais inscritos mais tempo hábil para a atualização cadastral, o CRMV-PE decidiu prorrogar a data de envio da carta-senha necessária para o voto. Assim, a senha provisória será enviada no dia 15 de julho ao endereço de e-mail que você cadastrou no SISCAD. Caso não se lembre do e-mail cadastrado ou mudou o endereço, não perca tempo! Atualize já seu cadastro através do link: siscad.cfmv.gov.br/usuario/login ou pelo nosso site: crmvpe.org.br.

Você utilizará a senha provisória contida na carta para criar uma senha definitiva acessando o site crmvpe.eleicaonet.com.br. A alteração da senha é obrigatória e poderá ser feita a partir do recebimento.

A votação estará disponível somente no dia 22 de julho de 2020, no horário de 09h às 17h.

5 – Não estou conseguindo acessar o site da eleição para alterar a senha. Como proceder?

Para isso é preciso limpar o cache do seu navegador.

No Chrome

  1. No computador, abra o Chrome;
  2. No canto superior direito, clique em “mais”;
  3. Clique em “mais ferramentas” e “limpar dados de navegação”;
  4. Na parte superior da tela, escolha um intervalo de tempo. Para excluir tudo, selecione “todo o período”;
  5. Marque as caixas ao lado de “cookies e outros dados do site” e “imagens e arquivos armazenados em cache”;
  6. Clique em “limpar dados”.

No app do Chrome

  1. No seu smartphone Android, abra o app Chrome Chrome;
  2. No canto superior direito, toque em “mais”;
  3. Toque em “histórico e limpar dados de navegação”;
  4. Na parte superior da tela, escolha um intervalo de tempo. Para excluir tudo, selecione “todo o período”;
  5. Marque as caixas ao lado de “cookies e dados do site” e “imagens e arquivos armazenados em cache”;
  6. Toque em “limpar dados”.

Para outros navegadores e apps, consulte o site crmvpe.eleicaonet.com.br.

6 – Não recebi a carta-senha para o voto online. Como devo proceder?

Se ao fim do dia 15 de julho você não tiver recebido a senha provisória, encaminhe um e-mail para o endereço eleicao2020@crmvpe.org.br, até o dia 17 de julho, solicitando a segunda via da carta-senha. Lembre-se de atualizar seus dados cadastrais para garantir o recebimento.

7 – Como votar presencialmente?

A votação presencial acontecerá somente na sede do CRMV-PE, em Recife, Pernambuco, das 9h às 17h do dia 22 de julho de 2020. No local serão disponibilizados computador e urna para os eleitores.

8 – Como os votos serão computados?

Os votos serão encriptados com chave assimétrica (chave utilizada para iniciar e finalizar a eleição) e registrados no banco de dados, impedindo assim a identificação do voto. Somente após a finalização do processo eleitoral os votos poderão ser desencriptados e contabilizados.

9 – Como votar por correspondência?

Se deseja votar por correspondência, você deverá solicitar o kit eleitoral via e-mail (eleicao2020@crmvpe.org.br) até o 02 de julho, informando nome completo, CPF, número de inscrição no CRMV-PE e endereço. O kit será enviado ao endereço que consta no SISCAD. Caso não se lembre do e-mail cadastrado ou mudou o endereço, atualize seu cadastro através do link: siscad.cfmv.gov.br/usuario/login ou pelo nosso site: crmvpe.org.br.

O kit conta com quatro documentos: cédula eleitoral; envelope pequeno amarelo; carta de encaminhamento e envelope médio pardo.

Os passos para votação são:

  1. Na cédula eleitoral, assinale a chapa para a qual deseja votar. Insira a cédula no envelope amarelo e cole.
  2. Preencha a carta de encaminhamento, assine e reconheça firma em cartório. Insira a carta de encaminhamento e o envelope amarelo (lacrado e com a cédula de votação dentro) no envelope pardo.
  3. Encaminhe o envelope pardo com os demais documentos nele inseridos à Comissão Eleitoral Regional (o endereço já estará impresso no envelope).

Você deverá postar o voto com antecedência à data do pleito, garantindo sua chegada na caixa postal até as 17h do dia 22 de julho de 2020.

10 – Solicitei material para voto por correspondência, porém não efetuei meu voto. Posso votar em outra modalidade?

Sim. Mesmo tendo solicitado o material para voto por correspondência, se o voto não foi encaminhado, você poderá votar online ou presencialmente no dia do pleito.

Se você optar por votar online ou presencialmente, o voto por correspondência não será computado.

11 – Consigo votar por e-mail?

Não. As opções são: presencial, por correspondência ou por meio digital (voto online no site: crmvpe.eleicaonet.com.br).

12 – Como atualizar meus dados cadastrais?

É importante que todos os inscritos mantenham seu cadastro atualizado para que recebam corretamente as comunicações oficiais do Conselho, seja por correspondência física ou eletrônica. Ressaltamos mais uma vez que a opção do voto online só será possível para aqueles que estiverem com o endereço eletrônico (e-mail) atualizado no sistema, pois disso depende o envio e o recebimento da carta-senha necessária para o voto. Para conferir seus dados cadastrais e alterar o que estiver desatualizado de forma rápida, segura e independente, acesse o link siscad.cfmv.gov.br/usuario/login ou nosso site crmvpe.org.br.

Se ainda assim houver dificuldades, nossos colaboradores estarão disponíveis para dar orientações. Para agilizar o seu atendimento, acesse o link: crmvpe.org.br/sessoes/processo-eleitoral/, faça o download do requerimento de atualização cadastral e, com o documento preenchido, envie a solicitação para o e-mail: pessoafisica@crmvpe.org.br. Dúvidas podem ser retiradas através dos whatsapps: 81. 99635.6260 (atendimento) e 81. 99649.1499 (ascom).

13 – Sou isento de anuidade. Preciso votar?

Se você for um profissional atuante, mesmo que já tenha sido isentado da anuidade, o voto é obrigatório.

14 – Não poderei votar. Posso justificar a ausência?

Resolução CFMV nº 948/2010 determina como possíveis justificativas para a ausência de voto:

  1. Morte de familiar com até segundo grau de parentesco no período de sete dias anteriores à eleição;
  2. Emergência médica que afete o profissional, cônjuge, pais ou filhos;
  3. Privação de liberdade;
  4. Sinistro natural ou sanitário na área de jurisdição do CRMV-PE ou de residência do profissional;
  5. Convocação judicial para data coincidente com a da votação;
  6. Viagem para fora do domicílio do profissional, convocada após prazo hábil para envio da correspondência;
  7. Acidente grave afetando o profissional, cônjuge, pais ou filhos.

As justificativas estão sujeitas a análise do Plenário do CRMV-PE, podendo ser deferidas ou não.

15 – Como faço para justificar a ausência?

Você deve encaminhar a justificativa acompanhada de documentos comprobatórios ao e-mail: eleicao2020@crmvpe.org.br até o dia 22 de julho (1º turno) e 07 de agosto (2º turno).

16 – Não votei e não justifiquei. O que acontece?

De acordo com a Resolução CFMV Nº 948/2010, será aplicada multa equivalente a 30% do valor da anuidade de 2020. O boleto de cobrança da multa será encaminhado ao profissional em prazo máximo de 30 dias, contados do resultado da eleição.

 

Siga os perfis oficiais do CRMV-PE nas redes sociais e fique por dentro de todo o processo eleitoral:

Facebook: @crmvpe

Instagram: @crmvpe

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail da Comissão Eleitoral, eleicao2020@crmvpe.org.br.

 

 

CONFIRA O FAQ EM PDF PARA DOWNLOAD. Clique: FAQ Eleição 2020 – CRMV-PE

 

 

Edital de convocação para a Assembleia Geral Eleitoral 2020

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Pernambuco, nos termos da Lei n.º 5.517/68, do Decreto 64.704/69 e das Resoluções CFMV n.º 762/04, n.º 958/2010 e n.º 1.122/2016, que podem ser consultadas na íntegra no site www.cfmv.gov.br, informa aos médicos-veterinários e zootecnistas inscritos no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Pernambuco que no dia 22/07/2020 será realizada a eleição para a nova composição da Diretoria Executiva, Conselheiros Efetivos e Suplentes do CRMV/PE para o triênio 2020/2023, com início às 9h e término às 17h, podendo o direito de votar ser realizado presencialmente – na sede do Regional, localizada na Rua Conselheiro Theodoro, 460 Zumbi Recife/PE -, ou por meio de votação eletrônica (online), pelo site https://crmvpe.eleicaonet.com.br , ou ainda, por correspondência.

Em não havendo quórum, conforme estabelecido no §1º e §2º do art. 47 da Resolução CFMV n. º 958/10, haverá 2º turno, que se realizará no dia 07/08/2020, com as mesmas possibilidades – presencial, pela internet ou por correspondência.

São eleitores todos os médicos-veterinários e zootecnistas possuidores de inscrição principal no CRMV/PE, devendo estar em dia com suas obrigações e não possuírem quaisquer impedimentos, administrativo ou judicial, que impeçam o exercício desse direito. O eleitor que optar pela votação por correspondência deverá manifestar sua vontade formalmente com o envio de e-mail para eleicao2020@crmvpe.org.br até o dia 02/07/2020, para que possamos enviar o material eleitoral correspondente, com indicação do seu endereço completo. O CRMV-PE alerta também que, de acordo com a legislação, é de inteira responsabilidade do profissional assegurar que até o término da votação, isto é, até às 17h00 do dia 22/07/2020, o seu voto por correspondência chegue à caixa postal criada para receber tais votos. Após essa data, a ausência de manifestação implicará a utilização do meio eletrônico ou presencial para votação. A opção pela modalidade de votação escolhida valerá também para o 2º turno, caso esse venha a ocorrer.

Para fazer uso da votação eletrônica (online), deve o profissional regularizar suas obrigações perante o CRMV/PE e atualizar seu cadastro referente ao correio eletrônico (e-mail) até o dia 02/07/2020. Caso o eleitor não regularize sua situação até o prazo determinado (02/07/2020), poderá participar da eleição apenas pelo meio presencial, na sede do CRMV/PE, desde que se regularize até a data do pleito. Todas as informações referentes à votação eletrônica (online) serão encaminhadas posteriormente para o endereço eletrônico do profissional (e-mail) cadastrado neste CRMV/PE, inclusive os procedimentos relacionados à votação eletrônica (online) e a senha de acesso.

Todo o processo eleitoral será conduzido por Comissão Eleitoral independente, que terá, para efeitos da votação eletrônica (online), auxílio de Auditoria Eleitoral externa, conforme determina a Resolução CFMV nº 1122/16. A não participação na eleição ensejará a aplicação de multa, caso a ausência ao pleito não seja devidamente justificada, nos termos da Resolução CFMV nº 948/2010.

As inscrições de chapas estarão abertas a partir da publicação deste edital. O requerimento para registro de candidatura de chapa deve ser protocolado na sede do CRMV/PE, em dias úteis, das 8h às 17h de segunda a quinta-feira e de 8h às 14h nas sextas-feiras, até o dia 07/07/2020, devendo o requerimento obedecer a todos os requisitos descritos na Resolução CFMV nº 958/2010, bem como ser acompanhado de fotografia atual, frontal e colorida do candidato à Presidente, conforme o disposto no Art. 7º da Resolução 1122/2016. Todas as informações adicionais poderão ser encontradas no sítio eletrônico do CRMV/PE (www.crmvpe.org.br), assim como em sua sede ou por e-mail à Comissão Eleitoral (eleicao2020@crmvpe.org.br).

 

Confira o edital na íntegra:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL 2020 – EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL 2020 – DOU – Imprensa Nacional

Pets exóticos precisam de cuidado redobrado no inverno

Se os humanos de boa parte do país já tiraram agasalhos e cobertores pesados do armário, é hora de lembrar que os animais de estimação também gostam de ficar quentinhos. No caso dos pets exóticos, como calopsitas, jabutis, coelhos e serpentes, entre outros, os cuidados com o manejo devem ser redobrados. Afinal, as baixas temperaturas também mexem com o metabolismo desses animais, podendo causar desconforto e doenças.

Membro da Comissão Nacional de Animais Selvagens do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNAS/CFMV), o médico-veterinário Isaac Albuquerque informa que é importante definir o que é frio para as espécies silvestres e exóticas: “É a temperatura abaixo de um gradiente de conforto térmico, ideal para ativar o metabolismo dos animais. Cada espécie apresenta uma temperatura ótima. Para uma jiboia, por exemplo, ela fica entre 23 e 30 graus Celsius; abaixo disso, já é frio para a espécie”.

Répteis e peixes, segundo Albuquerque, sofrem nesta época do ano, pois são animais exotérmicos, ou seja, necessitam de fontes externas para manter a temperatura corporal num nível de conforto. Por isso, destaca, para manter o metabolismo regulado, quem cria animais como cágados, tigres d’água e serpentes deve manter equipamentos como termostatos e lâmpadas de aquecimento em aquários e terrários.

As aves também são sensíveis às baixas do termômetro, pois possuem temperatura corporal normal de 42 graus. A médica-veterinária Karolina Vitorino, que atende animais silvestres, em Brasília, esclarece: quem tem calopsitas, cacatuas e papagaios, por exemplo, e vive onde o termômetro baixa dos 18 graus, vale investir em aquecedor portátil, cobertores nas gaiolas e manter os animais em ambientes mais aquecidos, longe de janelas abertas, varandas e quintais.

“É recomendado um termômetro de parede, para controlar a temperatura ambiente, colocar as aves para dormir mais cedo e acordá-las mais tarde, isto é, deixar a gaiola coberta por um período maior”, recomenda. A médica-veterinária sugere, ainda, que a gaiola fique parcialmente coberta também durante o dia e nada de banheira de água ou água borrifada nos animais, expedientes necessários e saudáveis em períodos quentes.

Por outro lado, roedores, como chinchilas e hamsters, ficam a mil por hora no frio, mais ativos e brincalhões. Karolina explica que é no calor que sentem desconforto, quando são comuns casos de morte por hipertermia (subida excessiva da temperatura corporal). Como têm metabolismo acelerado, sentem-se bem na temperatura amena. “Mesmo assim, se fizer muito frio, podem se sentir incomodados”, pontua.

Albuquerque relata que as principais doenças observadas nos animais silvestres e exóticos, em decorrência da baixa temperatura, são pneumonia, bronquite, congestão e sinusite. Karolina lembra que, nas aves, o período do inverno coincide com a muda de penas, o que demanda esforço extra do organismo e pode gerar imunodepressão. “A soma de fatores abre portas para o desenvolvimento de infecções oportunistas, não só sinusite e aerossaculite, como até candidíase, caso alimentação e manejo não estejam adequados”, alerta a médica-veterinária.

Alguns sintomas indicam o desconforto com o frio. Por isso, os tutores devem ficar alertas para identificar letargia, redução ou perda do apetite (hiporexia e anorexia) e baixa digestão. No caso das aves, podem ocorrer penas eriçadas (forma de criar uma barreira entre a temperatura corporal e a do ambiente externo), vasoconstrição periférica (patinhas e bico roxos) e tremores.

Outras espécies buscam se entocar para se aquecer. Coelhos e porquinhos da índia, que circulam mais no chão das casas, podem também desenvolver doenças respiratórias, por isso, é importante evitar que permaneçam em ambientes frios e úmidos. “Colocar feno na toca e forrar o chão com tecido soft é uma forma de protegê-los”, aponta Karolina.

Outros cuidados incluem, ainda, oferecer alimentos e água em temperatura ambiente. Caso frutas, legumes e verduras estejam guardados na geladeira, o indicado é retirá-los um pouco antes. Se houver necessidade, o médico-veterinário pode indicar o consumo de suplementos.

“É comum que comam menos no período de temperatura baixa, porque a digestão exige do organismo gasto de energia para o metabolismo. Digerir alimentos gelados demanda ainda mais energia, por isso a importância de evitar oferecê-los dessa forma”, destaca a médica-veterinária.

Karolina assinala que, instintivamente, por autopreservação, animais silvestres e selvagens demoram a manifestar sinais clínicos quando adoecem. Na natureza, as fraquezas se tornam oportunidades para os predadores. Mais um motivo para que os pets exóticos passem, no mínimo, uma vez ao ano, por consulta de rotina com médico-veterinário especializado, para check-up e orientação ao tutor quanto ao manejo e comportamento da espécie escolhida. E, em caso de dúvidas ou sintomas suspeitos, é preciso levar o animal à clínica de confiança.

Temperatura de conforto

Roedores (chinchilas, hamsters, ratos) e lagomorfos (coelhos): 18 a 24 graus Celsius

Répteis: 24 a 28 graus Celsius, na zona fria; e 35 a 38 graus Celsius, na zona quente

Aves: 18 a 28 graus Celsius

Fonte: médica-veterinária Karolina Vitorino

 

Assessoria de Comunicação do CFMV

17 de Junho – Dia da Medicina Veterinária Militar

Inspeção de água e alimentos, sanidade, manejo e nutrição de equinos e caninos, controle de zoonoses e pesquisa em biossegurança são algumas das áreas de atuação da Medicina Veterinária Militar, que é celebrada no dia 17 de junho.

O médico-veterinário militar é um profissional multifacetado. No dia a dia, atua com biossegurança em operações, no controle das zoonoses, segurança dos alimentos e na preservação ambiental, dentro e fora dos quartéis. Além de, é claro, zelar pela saúde e bem-estar dos animais do plantel e pelo controle de qualidade da água e dos alimentos consumidos pelas tropas.

Os médicos-veterinários que prestaram relevantes serviços à Medicina Veterinária Militar Brasileira e ao fortalecimento da Veterinária Militar serão homenageados, anualmente, pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), com a Comenda Muniz de Aragão.

As indicações ao prêmio foram enviadas até o mês de fevereiro. Devido à pandemia, o agraciado de 2020 será conhecido até o fim deste ano e receberá o prêmio no próximo ano.

Evolução

A atividade do profissional no contexto militar evoluiu ao longo da história, adaptando-se às novas características de combate. Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e Organização das Nações Unidas (ONU) contam com médicos-veterinários em suas estruturas. O Exército Brasileiro, por exemplo, possui cães treinados para guarda de instalações e detecção de explosivos, armas e substâncias químicas. Entende-se, então, a importância do médico-veterinário, que também é responsável pelo manejo, reprodução e atendimento clínico-cirúrgico de equinos.

Outro exemplo de ação em operações multidimensionais ocorreu quando os médicos-veterinários militares brasileiros integraram missões da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo mundo. Graças a esses profissionais, as tropas brasileiras mantiveram a operacionalidade, mesmo atuando em regiões castigadas por enfermidades infecciosas e zoonoses como raiva, leishmaniose, diarreias e malária.

Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira

Médica-Veterinária Militar – Exército Brasileiro

                  Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira. Foto: acervo pessoal

A Coronel Beatriz Helena Felício Telles Ferreira ocupa o cargo de Gerente da Seção de Interoperabilidade em Subsistência e Medicina Operativa (Secism), no Ministério da Defesa (MD), com a atribuição de elaborar a doutrina de emprego e realizar o preparo dos profissionais que atuarão na saúde operacional, a segurança e a defesa alimentar nas operações conjuntas das Forças Armadas. Para isso, responde pelos projetos de Defesa Alimentar e do Centro Conjunto de Saúde Operacional. A Secism também preside os trabalhos da Comissão de Estudos em Alimentação das Forças Armadas (Ceafa), uma comissão multidisciplinar composta por integrantes do MD e das Forças Singulares (FS) para a busca de inovações e soluções para a alimentação segura de militares em operações. Com o início da pandemia, o MD ativou o Centro de Coordenação de Logística e Mobilização (CCLM) para a Operação Covid-19, na qual a seção responde pelas atividades desenvolvidas pela célula de saúde:

– Levantamento das capacidades e necessidades em saúde disponíveis nas FS para o enfrentamento da pandemia;

– Aquisição de insumos e distribuição de medicamentos, álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual (EPI);

– Estabelecimento de três centros de treinamento para a capacitação de profissionais de saúde;

– Apoio aos comandos conjuntos ativados pelo MD para atender às diferentes demandas tanto do Ministério da Saúde quanto estaduais e municipais para o enfrentamento da pandemia.

“Nas Forças Armadas não há uma distinção entre médicos-veterinários mulheres ou homens; somos designados para as missões em razão de nossa capacitação. Creio que ainda há muito espaço a ser conquistado pela Medicina Veterinária Militar, especialmente na seara da saúde única. Muitas atividades, se pudessem contar com um médico-veterinário durante as fases de planejamento e preparo, certamente iriam garantir melhores condições sanitárias às tropas empregadas”, comenta a coronel Beatriz.

Para ela, comemorar o Dia da Medicina Veterinária Militar reveste-se de grande importância em razão dos benefícios que a atividade produziu para a Medicina Veterinária Brasileira, desde que surgiu, como resposta ao mormo, uma zoonose que ceifou vidas humanas e plantéis inteiros de equídeos

“A falta de médicos-veterinários no Brasil, no início do século XX, fez com que esses profissionais integrassem a primeira Missão Militar Francesa, que além de estruturar uma resposta ao problema sanitário do mormo, também deu início ao processo de criação da Escola de Veterinária do Exército (EsVEx), pioneira no Brasil. Os médicos-veterinários militares sempre contribuíram com o desenvolvimento da profissão”, afirma.

Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima

Médico-Veterinário Militar – Exército Brasileiro

Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima. Foto: acervo pessoal

O Tenente-Coronel José Roberto Pinho de Andrade Lima é médico-veterinário do Exército Brasileiro há mais de 25 anos e, nessa trajetória, atuou em diversos setores. A seguir, ele conta um pouco da sua história na instituição.

No início da carreira, estive ligado à área de manejo e sanidade de cerca de 500 equinos militares, no Rio de Janeiro, tendo a oportunidade de contribuir para a melhoria do manejo alimentar e de ações preventivas que reduziram muito a mortalidade dos cavalos confinados empregados em patrulhas e no cerimonial militar. Pude aprender bastante sobre medicina esportiva equina, participar de eventos internacionais, como os Jogos Equestres Mundiais Militares, no Chile, em 2002, e dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Por dois anos, atuei na área de apoio à logística de suprimentos (alimentação), em Boa Vista (RR), e por mais de 15 anos estive ligado ao ensino militar, formando os novos veterinários militares na Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), em Salvador (BA). Durante toda a carreira, em paralelo à missão principal, sempre fomos instados a atuar na gestão ambiental, vigilância sanitária, auditoria de segurança de alimentos, controle de zoonoses, sendo que o momento mais rico dessa área foi a experiência de atuar por um ano como primeiro veterinário do batalhão brasileiro na Missão de Paz no Haiti (2009-2010), tendo, inclusive, vivenciado os desafios do terremoto de 2010. Hoje estou na Escola Superior de Guerra (ESG), campus Brasília (DF), onde atuo como professor e pesquisador, com foco nas áreas de defesa biológica, defesa alimentar e inteligência epidemiológica.

Segundo o médico-veterinário militar, somente no Exército Brasileiro são mais de 200 veterinários militares. “Temos mais algumas dezenas nas outras Forças e nas Polícias Militares. A cada dia, a sociedade, os gestores e as autoridades entendem melhor a relevância e o papel estratégico deste profissional. Além das nossas missões básicas na inspeção dos alimentos adquiridos pelas tropas, na assistência à saúde dos equinos, cães e outros animais de emprego militar, os veterinários militares têm se destacado nas pesquisas e no desenvolvimento de doutrinas em áreas novas e fundamentais, como defesa biológica, defesa alimentar, gestão ambiental, biossegurança e inteligência em saúde. Esses profissionais geram conhecimentos fundamentais para preservar a saúde dos militares e desenvolver uma cultura de proteção da saúde, inclusive fortalecendo a segurança biológica nas nossas fronteiras, em áreas remotas da Amazônia e no dia a dia dos nossos quartéis”, diz.

José Roberto lembra a memória da data: “Em 17 de junho, cultuamos a memória do nosso patrono, o Tenente-Coronel João Muniz Barreto de Aragão. Pesquisador em microbiologia, grande gestor e destacado militar, foi o criador do Serviço de Veterinária do Exército, fundador e primeiro diretor da Escola de Veterinária do Exército. Sua dedicação, visão de futuro e persistência foram determinantes para o surgimento e crescimento da veterinária no país e para que hoje sejamos uma potência no agronegócio, pilar econômico que tem se mantido inabalável, mesmo em momentos de crise como na atual pandemia. Se hoje enfrentamos desafios e dificuldades, devemos nos inspirar no nosso patrono, que tantos óbices superou, fazendo valer seus valores, virtudes e a chama do saber científico”.

Patrono da Medicina Veterinária Militar – João Muniz Barreto de Aragão

O Tenente-Coronel Médico João Muniz Barreto de Aragão nasceu em 17 de junho de 1874, filho do Barão de Mataripe, em Santo Amaro (BA).

Prestou inestimáveis serviços à Medicina Veterinária, ao Exército e ao país, deixando como legado uma vida dedicada à ciência e à carreira das Armas, ao longo de 21 anos. Em dezembro de 1940, por decreto-lei, foi declarado Patrono do Serviço de Veterinária do Exército Brasileiro.

Em 1901, já formado médico-cirurgião, Muniz de Aragão ingressou no Corpo de Saúde do Exército, destacando-se no combate às zoonoses que assolavam a tropa e desenvolvendo seus trabalhos no Instituto de Biologia do Exército e no Instituto Oswaldo Cruz. No contexto da Missão Militar Francesa, o Brasil recebeu oficiais veterinários que debelaram os surtos e ajudaram na criação de um curso de Medicina Veterinária. O então Capitão Muniz de Aragão, reconhecido por sua atuação na luta contra as epidemias que se alastravam na população e na tropa, foi indicado para a idealização e implementação da EsVEx, inaugurada em 17 de julho de 1914.

Na escola, Muniz de Aragão foi instrutor e o primeiro diretor. Sempre atento às necessidades da Força, criou e dirigiu o Serviço de Defesa Sanitária Animal, embrião do que viria a ser o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, e redigiu o primeiro Código Sanitário Animal, que abriu os frigoríficos do Brasil para a exportação e impulsionou a agroindústria do pós-guerra. Ele morreu em 16 de janeiro de 1922, aos 47 anos de idade, devido a uma síncope cardíaca.

Na década de 1980, a EsVEx foi fechada. Porém, sua extinção não significou o fim do veterinário nas fileiras do Exército. A formação do oficial veterinário de carreira foi reativada, em 1992, na Escola de Administração do Exército, hoje denominada EsFCEx.

Atualmente, a formação desses oficiais ocorre na Escola de Saúde do Exército (EsSEx), no Rio de Janeiro. Os médicos-veterinários, aprovados em concurso nacional, passam nove meses como Primeiros-Tenentes Alunos, em Curso de Formação de Oficiais (CFO) intenso, no qual absorvem conhecimentos científicos, competências, habilidades, valores e atitudes que o capacitam a desempenhar, com segurança, as missões atinentes ao cargo, como a proteção da tropa em tempo de paz ou em combate, em todo o território nacional e no exterior.

A Medicina Veterinária Militar evoluiu ao longo da história dos conflitos, adaptando-se às novas características de combate. Hoje, os médicos-veterinários da Força Terrestre atuam em diversas frentes, nos mais de 600 quartéis pelo Brasil ou nas Missões de Paz da ONU em outros continentes, desempenhando missões que incluem:

– as atividades de biossegurança nas operações militares;

– a inspeção e a vigilância sanitária de alimentos;

– o controle da qualidade da água;

– a contribuição para a defesa nacional frente aos riscos biológicos emergentes e ao bioterrorismo;

– o estudo da fauna e a contribuição para a preservação do meio ambiente;

– a preservação da saúde dos animais de emprego militar;

– a inspeção de instalações;

– o apoio às ações cívico-sociais;

– o apoio a grandes eventos realizados no Brasil, como os Jogos Mundiais Militares, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo Fifa e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos;

– apoio a megaoperações, como o combate à covid-19;

– a prevenção das zoonoses; e

– o controle da população de vetores e roedores.

Comenda Muniz de Aragão

As indicações à outorga podem ser feitas pela diretoria executiva, membros titulares e suplentes do CFMV ou de cada Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), individualmente, bem como pelas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e Polícia Militar dos estados e do Distrito Federal. Os interessados podem entrar em contato com o CRMV do seu estado e consultar como enviar nomes para concorrer ao prêmio. É preciso encaminhar um memorial e/ou currículo do profissional, além de documentos que comprovem o merecimento.

“Muniz de Aragão abriu caminhos para todos nós, que hoje somos mais de 130 mil profissionais atuantes e registrados no Sistema CFMV/CRMVs. Seja na atuação civil ou militar, o objetivo do médico-veterinário é um só: servir à sociedade”, afirma o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti.

Por todas as conquistas presentes e futuras da Medicina Veterinária Militar brasileira, o CFMV parabeniza todos os que desempenham a atividade em nosso país.

 

Assessoria de Comunicação do CFMV