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Conselho de Medicina Veterinária de Pernambuco comemora 50 anos de atividades

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) promove nesta quarta-feira (24), às 19h, em seu auditório, uma solenidade de comemoração aos 50 anos de atividade da instituição, que possui mais de 4.500 médicos veterinários e zootecnistas inscritos. São cinco décadas cumprindo rigorosamente o papel de orientar o exercício do ofício, zelando pela ética da profissão em todas as suas áreas de atuação. Para a cerimônia comemorativa, o presidente do CRMV-PE, Marcelo Teixeira, recebe o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti de Almeida, membros do conselho e da diretoria pernambucana, representantes de outras regionais e ex-presidentes do CRMV-PE, como o Dr. Luiz de Oliveira e Silva Sobrinho, o primeiro presidente da regional, que assumiu o mandato em 28 de julho de 1969, sendo também o médico veterinário com registro 0001 do conselho.

Para o presidente Marcelo Teixeira, a comemoração dos 50 anos do CRMV-PE chega num momento muito propício, pois há um questionamento nacional por parte do governo sobre a necessidade da atuação dos conselhos de classe. Com uma trajetória de sucessos e conquistas coletivas para as profissões que representa e para a sociedade como um todo, Marcelo vê nessa comemoração uma forma de reafirmar o papel fundamental dos conselhos na manutenção e desenvolvimento das profissões. “Não dá para se pensar numa sociedade produtiva, saudável e sustentável a longo prazo sem a atuação dos conselhos de classe. No nosso caso específico, em 50 anos de atividades, conquistamos diversas melhorias na qualidade do trabalho dos profissionais, além de termos conquistado o reconhecimento da sociedade quanto a importância do médico veterinário e do zootecnista na manutenção da saúde única, o que envolve animais, seres humanos e meio ambiente”, explica Marcelo.

A comemoração pelos 50 anos do CRMV-PE chega exatamente um ano após os 50 anos da criação da Lei nº 5.517, que regulamentou o exercício da Medicina Veterinária e transferiu para a própria classe a função fiscalizadora do exercício profissional, tendo em vista que o governo sempre se mostrou inoperante nessa atividade. Assim surgiram os conselhos federal e regionais, conhecidos atualmente como Sistema CFMV/CRMVs.

Com grandes acontecimentos externos movimentando o cenário nacional, o Conselho Pernambucano também comemora conquistas internas, já que acaba de iniciar uma grande ampliação da sede – a segunda maior da história da regional – que prevê mudanças práticas para oferecer mais conforto e serviços mais ágeis para toda a classe. Além disso, neste momento, a instituição também celebra a renovação da frota de automóveis, o que vem possibilitando uma fiscalização mais incisiva do conselho fora da Região Metropolitana do Recife; e a interiorização das ações educativas, como palestras e cursos de capacitação profissional gratuitos, que passaram a acontecer com regularidade no interior pernambucano, garantindo aos profissionais dessas localidades chances iguais aos da capital.

Outras conquistas incluem a criação de um canal exclusivo para denúncias, via whatsapp; a implantação da votação online, que já estará ativa nas próximas eleições presidenciais do CRMV-PE; o fortalecimento da Zootecnia dentro do sistema regional, com mais representatividade e espaço, e também a decisiva atuação do Conselho Federal, com apoio unânime das regionais, no combate à expansão dos cursos de Medicina Veterinária na modalidade à Distância no Brasil.

O CRMV-PE ainda pode celebrar o êxito de uma importante bandeira dessa gestão: o combate ao exercício ilegal da profissão, um mal que Pernambuco e o Brasil enfrentam há anos e que precisa ser urgentemente coibido, principalmente nas cidades do interior, onde há um maior registro de ocorrências. Após uma bem-sucedida campanha contra a atuação dos chartalões, o Conselho se prepara para iniciar uma nova etapa, focada no repasse de informações para a sociedade.

As comemorações pela data serão iniciadas nesta quarta-feira (24), mas os 50 anos oficiais acontecem no dia 28 de julho, domingo.

 

Serviço – 50 anos do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco

Quando: Quarta-feira, 24 de julho

Local: Sede do Conselho (Rua Conselheiro Theodoro, 460 – Zumbi, Recife – PE)

Horário: 19h

 

 

 

 

 

 

 

 

Expediente do CRMV-PE durante o feriado de Nossa Senhora do Carmo

Atenção! Confira o expediente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco durante o feriado de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife

CRMV-RR sedia a XXVI CÂMARA DE PRESIDENTES DO NO, NE E ES

Entre os dias 4 e 5 de julho aconteceu a XXVI Câmara de Presidentes do Norte, Nordeste e Espírito Santo organizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Roraima (CRMV-RR), na capital Boa Vista.

O evento reuniu presidentes, conselheiros, diretores e servidores dos Conselhos Regionais e contou com palestras e debates com o objetivo de discutir as diretrizes da Medicina Veterinária no Estado e no País, visto que a missão e preocupação do Sistema CFMV/CRMVs é destacar o bem-estar animal, alimentação saudável a todos e também melhorias na política de ensino, pois tudo que envolve a Medicina Veterinária e Zootecnia reflete no bem-estar da sociedade.

Para o presidente do CRMV-RR, Francisco Edson Gomes o encontro superou as expectativas. “Este evento é histórico em Roraima. Isso mostra que o Conselho está a cada dia buscando medidas para melhorar as condições de trabalho para as classes. Foi fundamental levarmos as demandas de Roraima ao conhecimento dos demais Conselhos Regionais e do Federal. “Vimos que as dificuldades que passamos, outros Estados também sofrem, no entanto, se faz necessário solicitar apoio e união nas ações para elaborar estudos e proposições de medidas que valorizem e ampliem o mercado de trabalho, afirmou.

A primeira palestra do evento foi ministrada pela Médica Veterinária e Chefe do Serviço de Insumos e Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Terezinha de Jesus Silva Brandão com o tema: Ações do MAPA na Defesa Agropecuária do Estado de Roraima.

Ela frisou que o assunto é de interesse Nacional, devido a grande imigração de Venezuelanos no Estado, pois muitos carregam produtos de origem animal dentro das bagagens e que podem trazer sérios riscos à sociedade. Também foi destacado as ações tomadas pelo Ministério da Agricultura em conjunto com o Governo do Estado e vacinações.

Ainda na parte da manhã, o Médico Veterinário e Chefe do Núcleo de Inspeção de produtos de Origem Animal da Agência de Defesa de Agropecuária de Roraima (ADERR), Diego da Costa Souza explanou o tema: Serviços de Inspeção no Estado de Roraima.

Para Diego o alvo da palestra era evidenciar o serviço de inspeção do Estado para os Presidentes e mostrar a realidade local que ainda é diferente das demais regiões do País.

Ele destacou a necessidade de elaboração de novas políticas, descentralização de recursos para levantar a classe da inspeção no Estado. Diego explanou que a exportação deve ser realizada de forma responsável, todavia, ter um Médico Veterinário como Responsável Técnico (RT) em empresas que comercializam produtos de origem animal é essencial. E, por fim ele avaliou sobre o curso de RT que o médico veterinário deve fazer com frequência para atualização no mercado de trabalho.

No segundo dia do evento, o Superintendente Federal de Agricultura de Roraima SFA/MAPA, Plácido Alves palestrou sobre Cenários da Agropecuária em Roraima e, em seguida, o Médico Veterinário e Assessor de Educação Sanitária da ADERR explanou sobre as ações da ADERR, Agulha Oficial de Fronteiras, pontuando a imigração venezuelana. Os palestrantes destacaram quais medidas são adotadas para o controle de entrada no Brasil, bem como as medidas que são adotadas para o controle de doenças.

Para o Presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Francisco Cavalcanti de Almeida foram dois dias de aprendizado e agradecimentos a todos que trabalham arduamente para o progresso das classes dos profissionais. “Tivemos palestras interessantes de colegas responsáveis por algumas Instituições governamentais e preocupados com a evolução e prestígio do médico veterinário e especificamente o trabalho sanitário que é realizado. Asseguro que refleti muito sobre as preocupações dos presidentes para que cada vez mais o CFMV participe e dê as condições aos Regionais para que o Sistema seja realmente integrado, forte e coeso em benefício das classes dos médicos veterinários e das classes dos zootecnistas”, reiterou.

Compareceram no Encontro os Presidentes dos seguintes Conselhos Regionais:

CFMV; CRMV-PB; CRMV-PA; CRMV-ES; CRMV-AM; CRMV-BA; CRMV-PI; CRMV-AC; CRMV-RN; CRMV-AL; CRMV-SE; CRMV-PE; CRMV-RJ; CRMV-MT

Fonte: Assessoria de comunicação do CRMV-RR

PRF visita projeto da UFRPE em Garanhuns

PRF visita projeto da UFRPE em Garanhuns

Iniciativa visa revalorizar asininos e retirá-los das rodovias federais

Visita à UFRPE Garanhuns. Foto Agência PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) visitou na quarta-feira (19) um projeto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que busca uma solução para o abandono de asininos, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. A iniciativa visa analisar a produtividade e qualidade do leite produzido por jumentas, a partir da viabilidade da exploração leiteira e a consequente revalorização da espécie.

Na ocasião, o superintendente da PRF em Pernambuco, Alexandre Rodrigues da Silva, e o chefe da Delegacia da PRF em Garanhuns, Inaldo Leite Wanderley, visitaram o projeto que é desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação Ciência Animal e Pastagens, da unidade acadêmica da UFRPE no município. A iniciativa tem origem nas discussões promovidas pela PRF sobre o problema do abandono dos asininos, que provocam acidentes com vítimas nas rodovias federais.

A pesquisa conta atualmente com duas bolsas de Mestrado, e contará com mais uma na próxima seleção, conforme esclareceu o zootecnista e coordenador do projeto, Professor Dr. Jorge Eduardo Lucena, que guiou a visita ao rebanho experimental, acompanhado pela professora Dra. Dulciene Karla.

Esse projeto tem contado desde o início com o apoio da PRF, na articulação com as demais autoridades envolvidas na questão e no acesso da UFRPE aos asininos recolhidos, para promover uma seleção de jumentos com as características de interesse da pesquisa. Além disso, o órgão auxiliou no transporte desses animais das regiões de Serra Talhada e Petrolina, no Sertão, para o campus da universidade em Garanhuns.

Fonte: Agência PRF

CRMV-PE realiza cerimônia de entrega do Mérito Zootécnico

Homenageado: Steve Weston Bezerra

No dia 8 de julho, às 19h, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE), através da Comissão de Educação em Zootecnia, presidida por Jorge Lucena, realizará, na sede do Conselho, a outorga do Prêmio do Mérito Zootécnico, alta comenda conferida pela regional. A honra, que é concedida anualmente, este ano homenageará o zootecnista Steve Weston Bezerra, um profissional com grande contribuição à classe fora dos muros das universidades, evidenciando o papel do zootecnista empreendedor e extensionista e se empenhando continuamente para levar conhecimento para os mais distantes municípios do Nordeste.

É de Steve um trabalho reconhecido nacionalmente sobre a doma racional de equinos. Ele também desempenhou um papel fundamental na transformação da vaquejada legalizada. O zootecnista, formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), tem larga experiência como treinador em ranchos do Texas e Geórgia, nos Estados Unidos, e ainda assina livros como o “Guia Equestre – Senar” e a coautoria da obra “Humanização do relacionamento homem-animal no processo da doma do cavalo”, de 2006.

Atualmente, através de uma empresa privada, Steve viaja o Nordeste promovendo cursos de bem-estar e doma racional de cavalos, além de participar de diversos simpósios e congressos da área e atuar como instrutor em cursos de doma para cavalos de vaquejada.

“Estamos muito contentes em prestar essa homenagem a Steve, um profissional muito competente e querido por todos. São exemplos assim que engrandecem a profissão e inspiram novos profissionais”, afirma Jorge Lucena.

“Para nós é uma honra reconhecer, através da outorga do prêmio, a importante contribuição do trabalho desenvolvido por Steve à Zootecnia”, completa Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE.

Prêmio – O Mérito Zootécnico sempre homenageia um zootecnista brasileiro, inscrito na regional, que tenha realizado trabalhos científicos ou prestado serviços relevantes no incentivo à pesquisa, ao ensino e ao desenvolvimento de atividades ligadas à Zootecnia.

Conselho terá horário ampliado nesta sexta-feira (28)

Por conta dos últimos feriados, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco decidiu ampliar o expediente desta sexta-feira (28) para atender melhor ao público. Assim, o CRMV-PE funcionará das 8h às 17h no dia 28 de junho, diferente das demais sextas, quando o expediente é encerrado às 14h.

Negada liminar contra a proibição de inscrição de egressos de EAD

Pela segunda vez, a 6ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal indefere pedido liminar solicitando a suspensão da Resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) nº 1.256/2019. Dessa vez, a negativa foi em relação ao pedido do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimento de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp).

Assim como ocorreu em maio, quando a mesma juíza negou o pedido da Associação Brasileira e Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), o indeferimento foi baseado no argumento de defesa do CFMV, alegando que há falta de interesse processual, já que “não cabe mandado de segurança contra lei em tese”, conforme prevê a Súmula nº 266 do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, a decisão judicial considerou sem fundamento o pedido do Sindicato, mantendo a eficácia da Resolução do CFMV em vigor e produzindo seus efeitos.

Leia também:
Justiça nega liminar da Abmes contra a Resolução do CFMV que combate EAD

Assessoria de Comunicação do CFMV

17 de junho – Dia da Medicina Veterinária Militar

O médico-veterinário militar é um profissional multifacetado: atua na garantia da biossegurança dos quartéis e das operações, no controle das zoonoses e na preservação ambiental. Além de zelar pela saúde e bem-estar dos animais que participam das missões e pelo controle de qualidade da água e dos alimentos consumidos pelas tropas.

A atividade do veterinário no contexto militar evoluiu ao longo da história, adaptando-se às novas características de combate. Exército, Marinha, Aeronáutica, Policia Militar e Organização das Nações Unidas (ONU). Cada um dos militares nestas instituições conta com uma estrutura de ação diferente. O Exército Brasileiro, por exemplo, conta com o reforço de cães treinados para guarda e para a detecção de explosivos e agentes biológicos e químicos. Entende-se, então, a importância do médico-veterinário que também é responsável pelo manejo, reprodução e atendimento clínico-cirúrgico de equinos.

Outro exemplo são os médicos veterinários militares brasileiros que integram diversas missões da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo mundo e, graças a esses profissionais, as tropas brasileiras atuam na luta contra zoonoses como a malária, a raiva e a leishmaniose

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) parabeniza os profissionais pelo Dia da Medicina Veterinária Militar e comemora participando do I Seminário Acadêmico Muniz de Aragão – Novos Horizontes da Medicina Veterinária. O evento ocorre nos dias de 18 e 19 de junho, em Resende (RJ), na sede da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Saiba mais:

No dia 17 de junho, comemora-se o Dia da Medicina Veterinária no Exército Brasileiro, em homenagem ao seu Patrono, o Tenente-Coronel Médico João Muniz Barreto de Aragão, que nasceu nessa data, filho do Barão de Mataripe, no ano de 1874, em Santo Amaro, Bahia.

O Tenente-Coronel Muniz de Aragão prestou inestimáveis serviços à Medicina Veterinária, ao Exército e à Nação brasileira, deixando, também, como legado, uma vida dedicada à ciência e à carreira das Armas. O brilhante médico-soldado teve reconhecido o trabalho de 21 anos, durante os quais se empenhou para a formação dos primeiros quadros de Veterinária do Exército. Em Decreto-Lei, de dezembro de 1940, foi instituído Patrono do Serviço de Veterinária do Exército Brasileiro.

Ainda estudante, Muniz de Aragão participou, como voluntário, da Campanha de Canudos, quando colheu inúmeros ensinamentos que muito o auxiliariam ao longo de sua carreira. Em 1901, já formado médico-cirurgião, ingressou no Corpo de Saúde do Exército, destacando-se no combate às zoonoses que assolavam a tropa e desenvolvendo seus trabalhos no Instituto de Biologia do Exército e no Instituto Oswaldo Cruz. Produziu trabalhos memoráveis e relevantes como o artigo “A distribuição da água aos exércitos em marchas e em operações”, publicado no Boletim da Sociedade Médico-Cirúrgica Militar em 1917.

Nos início do Século XX, no contexto da Missão Militar Francesa, o Brasil recebeu oficiais veterinários que debelaram os surtos e ajudaram na criação de um curso de Medicina Veterinária. O então Cap Muniz de Aragão, reconhecido por sua atuação na luta contra as epidemias que se alastravam na população e na tropa, foi indicado para a idealização e a implementação da Escola de Veterinária do Exército (EsVEx).

Em 17 de julho de 1914, o Exército, na vanguarda do conhecimento científico, inaugurou a Escola de Veterinária, pioneira no Brasil, seguindo os exemplos dos Exércitos da Inglaterra e da França. Na EsVEx, Muniz de Aragão foi instrutor e o primeiro diretor. Sempre atento às necessidades da Força, criou e dirigiu o Serviço de Defesa Sanitária Animal, embrião do que viria a ser o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, e redigiu o primeiro Código Sanitário Animal, que abriu os frigoríficos do Brasil para a exportação e impulsionou a agroindústria do pós-guerra.

Em 16 de janeiro de 1922, aos 47 anos de idade, devido a uma síncope cardíaca, veio a falecer o médico-cirurgião, que sensibilizado com as epidemias dentro e fora da caserna, idealizou e criou o Serviço de Veterinária do Exército e do Ministério da Agricultura.

Na década de 80, a EsVEx foi fechada. Porém, a extinção da Escola não significou o fim do veterinário nas fileiras do Exército. Após quase 20 anos, a formação do oficial veterinário de carreira foi reativada em 1992, na Escola de Administração do Exército, hoje denominada Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), localizada em Salvador, Bahia.

A EsFCEx forma, no período de um ano, como oficial do Exército, o jovem veterinário recém-egresso, motivando-o ao aprendizado contínuo e dotando-o de conhecimentos científicos, competências, habilidades, valores e atitudes que o capacitam a desempenhar, com segurança, as missões de proteção da tropa em tempo de paz ou em combate, em todo o território nacional e no exterior.

A Meidicina Veterinária Militar evoluiu ao longo da história dos conflitos, adaptando-se às novas características de combate. Hoje, os médicos veterinários da Força Terrestre atuam em diversas frentes, nos mais de 600 quartéis pelo Brasil ou nas Missões de Paz da Organização das Nações Unidas em outros continentes, desempenhando missões que incluem:

– as atividades de biossegurança nas operações militares;
– a inspeção e a vigilância sanitária de alimentos;
– o controle da qualidade da água;
– a contribuição para a defesa nacional frente aos riscos biológicos emergentes e ao bioterrorismo;
– o estudo da fauna e a contribuição para a preservação do meio ambiente;
– a preservação da saúde dos animais de emprego militar;
– a inspeção de instalações;
– o apoio às ações cívico-sociais;
– o apoio a grandes eventos realizados no Brasil, como os Jogos Mundiais Militares, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo FIFA e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos;
– a produção de imunobiológicos;
– a prevenção das zoonoses; e
– o controle da população de vetores e roedores.

Assessoria de Comunicação do CFMV, com informações do Exército Brasileiro

Confira o expediente do CRMV-PE durante os festejos juninos

 

Devido aos festejos juninos, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco não terá expediente nos dias 20, 21 e 24 de junho. As atividades retornam ao normal na terça-feira (25).

Conselho e ativistas discutem situação dos gatos da Av. Beira Rio

Conselho de Medicina Veterinária e ativistas discutem problemática dos gatos da Avenida Beira Rio

A sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) recebeu na tarde da última terça-feira (11) uma reunião para debater os possíveis caminhos de combate ao abandono de gatos na Avenida Beira Rio. A ideia do encontro era pensar coletivamente em soluções efetivas para diminuir a população de felinos na avenida, coibindo também novos casos, tudo isso sempre levando em consideração o bem estar animal e humano.

O presidente do Conselho, Marcelo Teixeira, foi o responsável pela condução do debate. Ainda representando o CRMV-PE, os médicos veterinários Roseana Diniz, presidente da Comissão de Ética e Bem-Estar Animal, e Amaro Fábio, presidente da Comissão de Saúde Pública. O encontro contou com a presença da vereadora Goretti Queiroz e de várias entidades da proteção animal, como Vozes de Luto Nordeste, PetsPE, Apape (Associação dos Protetores de Animais de Pernambuco), Movimento Adota, Vai e Proeso, além de ativistas individuais, como Douglas Brito.

Presidente Marcelo Teixeira dando entrevista para a Rede Globo, que acompanhou a reunião

A reunião se fez necessária porque comumente são identificados casos de maus-tratos aos animais que habitam a avenida. Fato que se agrava de tempos em tempos. Os atos costumam ser praticados por pessoas que por vezes desconhecem as condições de saúde dos animais soltos ali. Acontece que muitos acreditam que os gatos da Beira Rio não recebem nenhuma assistência, mas há equipes, coordenadas, inclusive, pela médica veterinária Roseana Diniz, que também atua como professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que trabalham em prol da saúde e bem-estar, dentro do possível, dos felinos.

Porém, saber que os gatos recebem assistência gera outro agravo da situação: o abandono, muitas vezes em massa, dos animais na Praça dos Gatos, como ficou popularmente conhecida a área. O que torna a problemática cada vez mais complexa, porque medidas como assistência médica e feiras de adoção se tornam paliativas e, de certa forma, incentivam mais abandonos. “É esse ciclo que precisa ser quebrado. Temos que ter ações em prol dos gatos que já vivem na Beira Rio, mas também temos que evitar novos abandonos”, afirma Roseana Diniz.

Apesar de contar com duas câmeras de segurança instaladas com recursos próprios pela vereadora Goretti Queiroz, o monitoramento da área ainda é insuficiente. Por isso, entre as possíveis soluções para resolver a problemática atual e evitar reincidência, o grupo considerou que seriam eficazes medidas como o aumento do número de câmeras de segurança e da fiscalização presencial na praça e no entorno; a promoção de mutirões de castração responsável, feiras de adoção frequentes, campanhas de conscientização da sociedade, o que inclui crianças visto que há a proposta de um projeto exclusivo para levar educação ambiental para as escolas públicas, iniciando pelas da rede municipal de ensino, além de mais rigor com a aplicação das penalidades previstas na lei que trata dos maus-tratos animais.

Conselho de Medicina Veterinária e ativistas discutem problemática dos gatos da Avenida Beira Rio

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Art. 164 do Código Penal prevê o crime de abandono de animais para aqueles que introduzirem ou deixarem animais em propriedade alheia, sem consentimento, desde que o fato resulte prejuízo. A pena prevista pelo Art. 32 da Lei de Crime Ambientais é de detenção de 3 meses a 1 ano e multa. A pena prevista pelo Art. 164 do Código Penal é de detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa.

As soluções encontradas serão reunidas em um único documento que será utilizado na tarefa de conseguir apoio de outras entidades, empresas e profissionais, além de pressionar o poder público que deve ser o principal responsável pelo suporte necessário para a aplicação das soluções. “A ideia é trabalhar coletivamente, prefeitura, entidades, profissionais, protetores, sociedade… não podemos fazer ações isoladas, que só resolvem questões pontuais do problema. A ideia é darmos as mãos e, juntos, com ações coletivas, solucionar a problemática dos gatos da Beira Rio”, diz Marcelo Teixeira, presidente do CRMV-PE.

 

 

Zoonoses

Um ponto, inclusive, que incomoda bastante os ativistas da causa animal é o fato dos gatos, que também são vítimas da situação, serem vistos por vezes como os vilões da história por causa das doenças que comumente afetam os felinos. Isso porque ainda faltam informações para a sociedade sobre as zoonoses que atingem os gatos e podem também afetar os seres humanos, a exemplo da esporotricose e toxoplasmose, intituladas pejorativamente como Doenças do Gato.

A esporotricose, por exemplo, é uma doença fúngica causada pela implantação traumática de fungos do complexo Sporothrix que se encontram no solo. A doença é caracterizada por lesões na pele e no tecido subcutâneo, podendo acometer raramente músculos, articulações, ossos e vísceras. Os gatos se tornam vítimas da infecção quando entram em contato com o solo contaminado, o que também pode acontecer com pessoas que realizam atividades ligadas à jardinagem e agricultura.

O tratamento já é possível. Mas necessita de medicação, acompanhamento e profilaxia dos locais possivelmente contaminados.

“O que muitos não sabem é que quando matam um gato por falta de informação, com medo que ele transmita doenças para humanos e abandonam os corpos no solo e nas margens de rios estão gerando um problema maior para a saúde única. No caso do animal em questão estar realmente contaminado, seria muito mais seguro e correto que ele recebesse o tratamento adequado, respeitando as regras de saúde e bem-estar, do que contaminando solos e afluxos de água”, explica Amaro Fábio, da Comissão de Saúde Pública do CRMV-PE.