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Serviços digitais do CFMV estarão suspensos nos dias 3 e 4 de outubro

Em virtude de manutenção programada da rede e dos sistemas de informação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), todos os serviços de tecnologia da informação estarão temporariamente indisponíveis nos dias 3 e 4 de outubro.

O Sistema de Cadastro de Profissionais e Empresas (Siscad Web), o site do conselho e todos os serviços digitais do CFMV, como a Anotação de Responsabilidade Técnica Eletrônica (e-ART) e a emissão de boletos, estarão fora do ar nesses dois dias.

A ação tem caráter preventivo, está prevista para durar apenas o final de semana e é importante para garantir a segurança dos sistemas de informação.

Assessoria de Comunicação do CFMV

Sancionada a lei que aumenta pena para quem maltratar cães e gatos

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a Lei nº 14.064, de 29 de setembro de 2020, que altera o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) e aumenta a pena para autores de maus-tratos contra cães e gatos. Antes, a pena era de detenção de três meses a um ano e multa. Agora, passa para reclusão de dois a cinco anos, multa e a proibição de o agressor ter a guarda de animais.

Na prática, a mudança faz com que o crime deixe de ser considerado de menor potencial ofensivo, possibilitando que a autoridade policial chegue mais rápido à ocorrência. O criminoso será investigado e não mais liberado após a assinatura de um termo circunstanciado, como ocorria antes. Além disso, quem maltratar cães e gatos passará a ter, também, registro de antecedente criminal e, se houver flagrante, o agressor é levado para a prisão.

Como denunciar

É necessário ter evidências registradas e a denúncia pode ser feita pelo 190 para a Polícia Militar; nas delegacias (alguns estados possuem delegacias especializadas de Meio Ambiente ou Proteção Animal); no Ministério Público; nas Secretarias de Meio Ambiente e em disque-denúncias específicos dos estados.

Veja como denunciar maus-tratos praticados contra animais

Aprovação

O Projeto de Lei (PL 1.095/2019), que originou a norma, foi aprovado pelo Senado Federal em sessão deliberativa virtual realizada em 9 de setembro, Dia do Médico-Veterinário.

Assessoria de Comunicação do CFMV

Médicos-veterinários garantem a segurança da proteína de origem animal

Uma projeção da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), feita em 2013, dá conta de que, em 2050, a população mundial será de 9,8 bilhões de pessoas. Isso representa mais 29% sobre o total atual, sendo que o crescimento maior ocorrerá nos países em desenvolvimento. Por consequência, será necessário aumentar a produção de alimentos em 70%, bem como a de carnes, que precisará chegar a mais de 200 milhões de toneladas.

É nesse cenário que o Brasil desponta como um dos principais players do mercado mundial na produção de proteína animal. O país ocupa, atualmente, o segundo lugar em carne bovina, terceiro em aves e quarto em suínos, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Na exportação, ocupa o primeiro (carne bovina e de frango) e o quarto lugar (suínos). Como garantir a inocuidade desses alimentos de origem animal para que cheguem em segurança e livre de contaminações à mesa de milhares de brasileiros e da população mundial?

A resposta é simples. Do campo à mesa do consumidor, tem um médico-veterinário inserido em cada etapa da cadeia produtiva dos alimentos de origem animal para resguardar a segurança desses produtos consumidos diariamente por milhões de pessoas. O trabalho desenvolvido por esses profissionais é fundamental para a vigilância e garantia da sanidade animal, além de contribuir para manter o nível do status sanitário que o país adquiriu, reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e tão importante para a abertura de novos mercados e acordos comerciais. 

Também é competência privativa do médico-veterinário a inspeção e fiscalização sanitária, higiênica e tecnológica de matadouros, frigoríficos e demais derivados da indústria pecuária e, de modo geral, de todos os produtos de origem animal nos locais de produção, manipulação, armazenagem e comercialização, segundo a Lei nº 5.517/1968. Isso significa que os alimentos de origem animal e seus derivados encontrados nas gôndolas dos supermercados passaram por algum tipo de inspeção do serviço oficial, imediatamente identificados pelo selo, que pode ser federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM).

A médica-veterinária Isabelle Campello, especializada em vigilância sanitária e qualidade dos alimentos, esclarece que o papel do médico-veterinário é justamente prevenir doenças e contaminações, intencionais ou não, nos produtos de origem animal. “A contaminação acidental se refere à food safety, ou seja, quando não há intenção prévia ou vantagem econômica por trás da presença do perigo no alimento. As contaminações intencionais e adulterações são abordagens dos programas food defense e food fraud, que contêm uma motivação ideológica ou geram ganho econômico”, explica.

O conceito de food safety abrange os perigos físicos: pedra, vidro, madeira ou plástico. Muitas vezes ele é visível e pode causar prejuízo à saúde, como um corte na boca, por exemplo. Os perigos químicos são resíduos de material de limpeza das linhas de produção, maquiagem ou perfume. Os perigos biológicos podem ser bactérias, fungos, vírus e parasitas inerentes à matéria-prima ou presentes no ambiente de processamento, causadores de patologias chamadas toxi-infecções alimentares. Listeria monocytogenes (vômito e diarreia), Clostridium botulinum (botulismo) e Salmonella (salmonelose) são alguns exemplos de perigos biológicos.

Já o food defense, ou defesa dos alimentos, visa à proteção contra os ataques intencionais, sejam eles físicos, químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, por uma motivação ideológica, vandalismo, sabotagem ou até mesmo bioterrorismo. É um requisito para a exportação de alimentos. Os Estados Unidos, por exemplo, exigem que todos os países exportadores tenham um programa de food defense implantado nas suas indústrias alimentícias. Food fraud mira ganhos econômicos, porém a ação pode resultar em risco à saúde do consumidor, como foi o caso ocorrido na China, em 2008, envolvendo leite em pó com melamina, levando à morte de seis bebês e mais de 50 mil hospitalizados com problemas urinários e renais.

Diante da atual crise sanitária mundial, causada pela pandemia da covid-19, o médico-veterinário torna-se cada vez mais essencial para a manutenção da produção e garantia da segurança dos alimentos. A ausência desse profissional na cadeia de produtos de origem animal pode provocar impactos significativos na saúde pública, gerando o aumento da demanda por leitos hospitalares para o tratamento das toxi-infecções alimentares, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde. “Por essa razão, o médico-veterinário também cuida da saúde da população, garantindo o alimento seguro”, afirma Isabelle, que há 13 anos atua na área de Inspeção Higiênico-Sanitária de Produtos de Origem Animal.

  1. Ouça #VetCast Episódio 2 – Entrevista com Isabelle Campello

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28 de setembro – Dia Mundial de Combate à Raiva

Para lembrar a importância de controle e prevenção do vírus da raiva, a Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), comemoram, em 28 de setembro, o Dia Mundial Contra a Raiva.

Por ano, mais de 50 mil pessoas morrem em todo o mundo em decorrência do vírus. Desde 2004, ele está sob controle, no Brasil. Até então, era um grave problema, principalmente devido à raiva urbana, transmitida por cães e gatos, mas ainda existem outros animais transmissores da doença, como os morcegos, hematófagos ou não. A doença transmitida por esses animais em ambiente urbano vem sendo identificada com frequência cada vez maior.

Papel do médico-veterinário na luta contra a raiva

O médico-veterinário tem papel fundamental na luta contra a raiva. Ele atua nos sistemas de saúde sendo também responsável por prevenção, controle, diagnóstico clínico e laboratorial da doença. Avalia fatores de risco quanto à transmissão do vírus no ambiente e em animais, visando alertar os órgãos de saúde e prevenir a ocorrência da zoonose.

A raiva é conhecida desde séculos, porém, apesar dos esforços de governos e organizações, ainda atinge mais de 150 países e territórios, e estima-se que seja a causa da morte de 59 mil pessoas todos os anos.

No mundo, a maioria dos casos de raiva humana ainda ocorre por transmissão canina, portanto a vacinação periódica de animais de companhia e de criação e a orientação técnica quanto a formas de prevenir o desenvolvimento desta enfermidade, realizada pelo profissional médico-veterinário, é a chave no sucesso da prevenção e redução da transmissão.

Os profissionais devem estar capacitados para informar à população, identificar os sinais e sintomas e animais suspeitos, utilizando-se das ferramentas de Vigilância e Educação em Saúde.

Situação atual

A raiva urbana está em processo de controle no país, o que foi possível em virtude da participação de médicos-veterinários que atuaram e atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), como coordenadores e responsáveis técnicos pelos programas de controle nas três esferas de Governo.

A raiva em animais de produção é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que por meio dos órgãos da Defesa Sanitária Animal desenvolve ações de Vigilância e Controle pelo Programa da Raiva dos herbívoros, como o monitoramento e controle dos morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundos e estímulo aos produtores rurais de vacinação do rebanho em áreas vulneráveis.

Combate à zoonose

Fala-se muito sobre o combate à raiva, uma expressão clínica de uma infecção a vírus; mas combatê-lo uma vez instalado, na maioria das vezes, já não é eficaz. Existem ações de controle realizadas para evitar que a doença se manifeste.

Diferentemente de uma bactéria, que é combatida com antibióticos, a ação mais efetiva no controle da raiva no ambiente doméstico é a campanha anual de vacinação. Em cães e gatos, por exemplo, a aplicação da vacina faz com que o sistema imune desses animais produza anticorpos. Se por acaso ele for exposto ao vírus da raiva, o organismo saberá reagir e eliminar as partículas de vírus antes que cheguem ao cérebro. Outras medidas são: evitar que acessem a rua sem supervisão do tutor; nunca mexer com animais desconhecidos e, se por acaso for agredido, lavar bem o ferimento com água e sabão; e procurar imediatamente um posto de saúde mais próximo de sua residência.

No Brasil, observou-se, a partir do ano de 2004, uma mudança no perfil epidemiológico da raiva em relação à transmissão de casos para os humanos: os morcegos passaram a ser o principal transmissor no país, uma vez que, a raiva urbana existente em cães e gatos teve um avanço significativo de seu controle, apenas mantendo-se de forma esporádica em algumas limitadas áreas do país.

Essa situação epidemiológica atual remete os programas de controle a focos de atuação inovadores, que necessariamente envolvam a participação de segmentos do meio ambiente, em uma filosofia de trabalho totalmente alinhada com os princípios e diretrizes da Saúde Única.

Assessoria de Comunicação do CFMV

CRMV-MS lança campanha para ajudar animais silvestres vítimas de incêndio

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS) por meio da Comissão Estadual de Animais Silvestres (CEAS) e da Comissão Estadual de Meio Ambiente (CEMA) lança a Campanha: “SOS Animais Silvestres” vítimas do incêndio no Pantanal Sul-mato-grossense.

Segundo a presidente da CEAS, médica-veterinária, Dra Paula Helena Santa Rita a intenção é anteceder a situação que acontece hoje no Mato Grosso. “Estamos nos adiantando, pois, se a situação do MT se repetir aqui já estaremos preparados”, afirmou.

De acordo com Paula Helena o intuito da campanha é arrecadar medicamentos e insumos de uso veterinário, ou recursos financeiros que serão essenciais para tratar os animais vítimas das queimadas. “Por enquanto, a situação aqui no MS está sob controle. Mas, sabemos que setembro é o mês mais crítico das queimadas no Pantanal e queremos estar com tudo pronto caso o pior aconteça”, enfatizou. “Estamos mobilizando colegas que queiram participar da ação, caso seja necessário. Ajudar não só no resgate, mas nos cuidados dos animais que sofrerem algum tipo de ferimento”, finalizou.

O presidente do CRMV-MS, Rodrigo Piva já está em contato com o Governo do Estado e com órgãos responsáveis para que haja uma atuação em conjunto no resgate dos animais vítimas do incêndio. “O governador decretou estado de emergência por 90 dias. Porém, queremos estar um passo à frente, e estarmos todos prontos para auxiliar no que for preciso, caso seja necessário ampliar o atendimento aos animais silvestres que estão sendo vitimados com o incêndio no Pantanal”, pontuou.

Segundo a publicação no Diosul desta segunda-feira (14), já foram atingidos pelo fogo 1,4 milhão de hectares, incluindo áreas de proteção ambiental e de preservação permanente. “Estamos mobilizados, inclusive hoje já foi entregue medicamentos no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS que serão usados no Alto Taquari. Nossa intenção com a Campanha: SOS Animais Silvestres é justamente estarmos preparados para atender qualquer tipo de emergência”, finalizou.

Também participam da Campanha: Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Policia Militar Ambiental (PMA), Imasul, Instituto Homem Pantaneiro, Maranatha Pet Shop e Auqmia Pet Shop.

Pontos de Arrecadação dos Medicamentos e Insumos:

• Sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS), localizado na Avenida Coronel Cacildo Arantes, 433 – Chácara Cachoeira (de 2ª a 6ª das 12 às 16h);

• Lojas do Maranatha Pet Shop – Avenida Capiberibe, nº 882; Avenida Tamandaré, n° 2957; Rua Jamil Basmage, 1070 ou Rua Souto Maior, 1832;

• Auqmia Clínica e Pet Shop – R. Santos Dumont, 1238 – Vila Planalto.

Quer colaborar com a Campanha? Veja a Lista de Medicamentos e Insumos necessários:

Cetoprofeno 10%
Meloxican 2%
Enrofloxacina 10%
Sulfa-trimetropi
Vetaglós 50 mg (Pomada)
Zoletil 50mg
Zoletil 100mg
Atropina 1%
Epinefrina injetável (1mg/ml)
Morfina (1mg/ml)
Dirirona gotas
Cetamina 10%
Midazolam (1mg/ml)
Ivermectina 1%
Atadura 10 cm
Gaze
Algodão
Esparadrapo
Solução clorexidina 1%
Seringa 1ml
Seringa 3ml
Seringa 5ml
Agulha 25×7
Agulha 13×4,5
Cateter 24
Cateter 22
Equipo
Solução fisiológica 0,9%
Glicopan gold 250ml

Doações Financeiras – Conta para Depósito:

Banco: Brasil

Agência: 2609-3
Conta Corrente: 6237-5
Nome: Universidade Católica Dom Bosco
CNJP: 03.226.149/0015-87

Nossa Fauna Pantaneira precisa de você!

Profissionais que queiram se voluntariar para ajudar nas ações podem fazer o cadastramento por este link: https://linktr.ee/crmvms

Ascom CRMV-MS

Tem sempre um veterinário cuidando dos animais, do ambiente e de você

Estabelecido há 18 anos nos Estados Unidos, o médico-veterinário Hélio Autran de Morais é referência quando o assunto é cardiologia e medicina interna, áreas em que se especializou. Entretanto, seu interesse pelos temas da Medicina Veterinária é diverso e a saúde única é um deles.

Graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o gaúcho é, atualmente, professor titular do Departamento de Clinical Sciences da Oregon State University, além de diretor e membro do corpo clínico do hospital veterinário da instituição. Desde março, coleta informações que reúne no artigo Covid-19 e os Animais de Companhia, de modo a atualizar-se e aos colegas sobre a relação entre a doença e os pets, compartilhando suas descobertas e análises nas redes sociais. Para ele, o surgimento do vírus SARS-CoV-2 é um exemplo clássico do que a saúde única representa.

“O novo coronavírus veio, provavelmente, de morcegos, talvez tendo um hospedeiro intermediário, que em função de alterações ambientais e do ambiente propício no mercado da cidade de Wuhan, na China, chegou às pessoas de forma patogênica. Isso mostra a saúde humana, animal e do ambiente interligadas, pois alterações nas três levaram ao surgimento de um vírus mutante causador da infecção nas pessoas”, afirma.

Enquanto acompanha a situação, Autran destaca que o conhecimento adquirido pelo médico-veterinário desde a faculdade é fundamental, não só para evitar novas pandemias como também no suporte à atual crise sanitária, pelo conhecimento de medicina de rebanho e dos próprios tipos de coronavírus, entre eles o aviário, o felino e o canino. O SARS-CoV-2 é o sétimo coronavírus conhecido e tem similaridades em termos de patogenia com o tipo felino.

“A destruição ambiental amplia as possibilidades de infecção de pessoas por microrganismos presentes em animais que antes não tinham contato com humanos, seja por transmissão direta ou por vetores. A maioria das enfermidades são transmitidas de animais a pessoas. O médico-veterinário é fundamental por conhecer essa transmissibilidade, preveni-la e aplicar o conhecimento de quem lida com diferentes espécies. Podemos antecipar muita coisa, a atual pandemia era algo que esperávamos, mas num futuro distante. Infelizmente, tudo o que temíamos aconteceu”, diz.

Mudanças velozes

Autran acompanhou surtos de parvovirose canina e uma epidemia de influenza em cães, nos Estados Unidos, e lembra que o SARS-CoV-1, em 2002, já deu uma ideia do que poderia vir.  No entanto, ressalta, todo o conhecimento acumulado em epidemiologia é questionado, politizando uma crise que é sanitária.

“O debate é importante, mas a falta de uma estrutura centralizada de como se aplicar esse conhecimento falhou quando mais se precisava, em alguns países. Por outro lado, é incrível a velocidade como evoluem as descobertas sobre a doença. Diariamente, mais de 400 trabalhos relativos à covid-19 são publicados por dia, no Medline (sistema on-line de busca e análise de literatura médica que compõe a base de dados bibliográficos da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos). São experimentos, revisões, casos clínicos e vacinas, entre outros. Todos estão pesquisando sobre a covid-19”, assinala.

Para o médico-veterinário, talvez a vacina não seja a bala de prata que vai acabar com a pandemia. Ele recorda já ter havido uma imunização contra a coronavirose felina que, por causar efeitos colaterais severos, foi retirada do mercado.

“Óbvio que os imunologistas conhecem os estudos anteriores em Medicina Veterinária, porém o conhecimento do médico-veterinário segue fundamental, assim como foi no suporte com respiradores e ventiladores veterinários para uso na linha de frente”, observa, em referência à parceria entre a Academia Brasileira de Medicina Veterinária Intensiva (BVECSS) e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), com apoio do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Na opinião de Autran, foi um passo importante para o reconhecimento dos médicos-veterinários na saúde. “Temos profissionais capacitados e vale lembrar que a Medicina Veterinária sanitária é muito forte, no Brasil. A pandemia aproximou clínicos de pequenos animais e médicos”, avalia.

Profissão em mudança

O impacto da covid-19 para os profissionais do campo, analisa Autran, é muito menor do que no hospital, por fatores diversos: animais de criação são pouco suscetíveis à doença, têm pouco contato com humanos, o qual, geralmente, ocorre em áreas externas e dificilmente há muitas pessoas num mesmo ambiente, ao mesmo tempo. Ou seja, as mudanças são mais gerais, como a necessidade do uso de EPIs e o distanciamento físico.

Já o ambiente hospitalar foi profundamente afetado, pois envolve muita gente próxima a maior parte do tempo. Por isso, no hospital veterinário em que é gestor foram implementadas mudanças sem previsão de alteração, embora haja planos de flexibilizar as medidas em situações específicas. A anamnese continuará sendo por telefone e a recepção não mais funcionará como sala de espera, tudo para que os proprietários permaneçam o mínimo possível no ambiente hospitalar – no momento, eles nem têm permissão de ingressar no local. Autran imagina, ainda, que a arquitetura desse tipo de estabelecimento terá de mudar para atender a essas novas necessidades, com pé-direito mais alto e ventilação natural. Em momentos como coleta de sangue ou cirurgias, o distanciamento físico é impossível, mas destaca, com organização é viável reduzir o tempo de contato entre as pessoas

“São alterações culturais, como naturalizar o uso de máscaras, pois essas doenças permanecerão endêmicas. Ninguém sabe como será o mundo em um ou dois anos. O que se sabe é que será diferente. Não será só a profissão que deverá ser flexível, o mundo inteiro será. Não existe um mundo pós-covid, mas um mundo com covid”, observa.

Clínica veterinária e saúde única

É neste mundo em mudança que Autran reforça o trabalho do clínico de animais como um dos tripés da saúde única. Não só pela prevenção a zoonoses, mas pelo fato de que o convívio com animais de estimação melhora a saúde e qualidade de vida de tutores. Há estudos, diz, que comprovam que a pressão arterial dos humanos baixa quando se aproximam de seus pets. Ele reforça, ainda, que a guarda responsável evita que pessoas sejam mordidas por animais domésticos ou, numa fuga, além de atropelados, causem acidentes de trânsito.

Por fim, um dos novos focos da clínica de pequenos, segundo ele, é o bem-estar animal. Estimular um ambiente livre de estresse, ansiedade e medo melhora a interação entre pessoas e animais e pode fazê-los viver mais. “Mesmo que não perceba, buscar a prática ideal é uma maneira de o médico-veterinárioaplicar a saúde única. É preciso, em tudo o que fazemos, sempre considerar a interseção entre as saúdes humana, ambiental e animal”, assinala.

  1. Ouça #VetCast Episódio 1 – Entrevista com Helio Autran Tocador de áudio

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Nova gestão toma posse do CRMV-PE para o triênio 2020-2023

Na noite do dia 9 de setembro, quando o Brasil comemora o Dia do Médico-Veterinário, a nova gestão do Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia de Pernambuco (CRMV-PE) tomou, oficialmente, posse do regional para o triênio 2020-2023. Na ocasião, os conselheiros titulares e suplentes assinaram, individualmente, o termo de posse, com a presença de testemunhas e da nova diretoria do CRMV-PE.

A presidente eleita, Maria Elisa de Almeida Araújo, fez questão de parabenizar os profissionais da Medicina Veterinária pela data comemorativa e ressaltar em seu discurso o papel do médico-veterinário na saúde única. Esta, inclusive, é a temática da campanha nacional do Sistema CFMV / CRMVs em atenção à data, já que por conta da pandemia do novo coronavírus, mais uma vez, a atuação do médico-veterinário se mostrou indispensável na harmonia dos três pilares da saúde única: a saúde animal, humana e ambiental.  A ideia é reforçar junto à sociedade essa multiplicidade de atuação.

Ao longo da noite, a presidente ainda enfatizou o desejo de ampliar a representação da Zootecnia dentro do regional, contando, para isso, com profissionais da área entre os membros da diretoria e entre os conselheiros.

Integram a nova gestão os profissionais: Maria Elisa de Almeida Araújo, como presidente; Safira Valença Bispo, como vice-presidente, Roberto dos Anjos, como tesoureiro, e Maria Luiza da Costa como secretária-geral.

Entre os conselheiros titulares, João Alves Jr, Pedro Paulo Silveira, João Franz Tegethoff, Hélio Manso Filho, Gustavo Gouveia de Melo e Fernanda Caju. Já o corpo de conselheiros suplentes é formado por Gherman Garcia, José Simonal Cardoso, Cristiane Vasconcelos, Ilvio Vidal, Jadson Alves Jr e Késia Alcântara.

A solenidade marcou ainda a outorga da maior honraria concedida pela Sociedade de Medicina Veterinária de Pernambuco, o prêmio Professor Gilvan de Almeida Maciel, ao médico-veterinário e professor João Alves do Nascimento Júnior.

A apresentação do agraciado da noite ficou por conta da médica-veterinária Erivânia Camelo de Almeida, chefe de gabinete da Presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que participou do evento via Zoom, diretamente de Brasília, ressaltando toda a trajetória e as relevantes contribuições de João Alves para a Medicina Veterinária. O prêmio foi entregue pela médica-veterinária Mariana Gomes Siqueira, presidente da Sociedade Pernambucana de Medicina Veterinária. 

Vale ressaltar que o evento foi realizado com a presença física de poucas e imprescindíveis pessoas, cumprindo todas as medidas de segurança. Por isso, a solenidade contou com transmissão online, que ainda pode ser conferida através do link: youtu.be/-0YkpGZ4Eqs.

Gestão do CRMV-PE para o triênio 2020-2023
Nova diretoria do CRMV-PE
O agraciado da noite, João Alves, recebendo a honraria
Composição da mesa de honra da solenidade
A presidente, Maria Elisa Araújo, durante discurso

CRMV-PE realiza solenidade de posse da nova gestão e entrega de honraria

Nesta quarta-feira, dia 9 de setembro, Dia do Médico Veterinário, o CRMV-PE realizará a solenidade de posse dos conselheiros titulares e suplentes da nova gestão, para o triênio 2020-2023. A ocasião marca ainda a outorga do Prêmio Gilvan de Almeida Maciel, uma honraria que destaca anualmente um profissional com contribuições relevantes para a sociedade pernambucana, ao médico veterinário João Alves do Nascimento Júnior.

O evento acontece a partir das 19h, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Conselho. E você é nosso convidado especial acompanhar para este momento.

Participe!

Atuação da Medicina Veterinária na Saúde Única motiva campanha nacional

O médico-veterinário também cuida de você é o mote da campanha que tem a Saúde Única como tema. Objetivo é chamar atenção da sociedade para a atuação do profissional em questões ligadas à saúde pública, mostrando que a Medicina Veterinária vai muito além da causa animal

Você sabia que a saúde humana também depende da ação do médico-veterinário? Isso mesmo! Embora ainda conhecida como a parte da Medicina que cuida dos animais, a Medicina Veterinária trata também de alimentos, solo, água, saúde pública, genética, doenças que circulam nos animais e atingem os homens – as zoonoses – e muitas outras áreas.

Regulamentada no Brasil pela primeira vez em 1933, a profissão tem múltiplas especialidades, atingindo mais de 80 áreas de atuação. Essa amplitude faz da Medicina Veterinária a vertente principal da Saúde Única, tema da campanha de 2020 do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) para o Dia do Médico-Veterinário, comemorado em 9 de setembro.

Lançada no dia 2 de setembro, a campanha tem como tema O médico-veterinário também cuida de você e ficará no ar até o final do ano. Será possível conferir, nos meios digitais dos conselhos regionais e federal, peças como hotsite, vídeo institucional, podcasts, depoimentos de profissionais, cards em mídias sociais e reportagens. Haverá ainda dois eventos on-line, nos dias 3 e 4 de novembro: o II Simpósio Internacional de Saúde Única e o IV Simpósio Paranaense de Saúde Única, ambos com o tema Água: O Sangue Terra e com inscrição gratuita.

Construída de modo colaborativo entre os 27 conselhos regionais e o CFMV, a campanha de 2020 abrange informações e personagens que esclarecerão como o trabalho do médico-veterinário atua de forma integrada às demais áreas da saúde para a garantia da saúde pública, animal e ambiental. A iniciativa é fundamentada em quatro temas principais: Covid-19; Segurança de Alimento; Controle de Zoonoses; e Meio Ambiente.

Os personagens, médicos-veterinários brasileiros, concederão depoimentos sobre suas áreas de atuação na Saúde Única, seu dia a dia e compartilharão aspectos ainda desconhecidos por parte da sociedade, mostrando o cenário da pesquisa na saúde animal para a solução de doenças também humanas.

Covid-19 e Zoonoses

Segundo o médico-veterinário Hélio Autran, “a destruição ambiental amplia as possibilidades de infecção de pessoas por microrganismos presentes em animais que antes não tinham contato com humanos, seja por transmissão direta ou por vetores (…)”. Professor titular do Departamento de Ciências Clínicas da Oregon State University, além de diretor e membro do corpo clínico do hospital veterinário da instituição, Autran coleta informações sobre a relação entre a covid-19 e os animais de companhia e compartilha suas descobertas e análises nas suas redes sociais e site pessoal.

Enquanto a economia mundial praticamente ficou paralisada, as pesquisas científicas dispararam em 2020, tentando encontrar respostas para neutralizar a ação da doença, a qual muitos acreditam ter-se iniciado por contaminação vinda de um animal silvestre. O médico-veterinário Nélio Batista de Morais, presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV/CFMV), lembra que, geralmente, essas doenças têm potencial de atingir muita gente ao mesmo tempo, exatamente o que estamos assistindo com a covid-19.

Outras doenças que preocupam os profissionais de Medicina Veterinária são aquelas que atingem rebanhos, tema do depoimento da médica-veterinária Karina Diniz Baumgarten. Há 11 anos, ela coordena o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), em Santa Catarina. Além de afetar o gado, essas enfermidades podem infectar humanos, porém ensinar isso levou tempo. “No início, o desafio era fazer as pessoas entenderem que a brucelose era uma zoonose e que os produtores e trabalhadores das fazendas corriam risco de se infectar. Como não havia diagnóstico em humanos, era normal que eles não acreditassem”, conta Karina.

A professora doutora Paula Helena Santa Rita, que leciona e pesquisa em uma faculdade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, reúne informações sobre o impacto da agropecuária no meio ambiente e de como o médico-veterinário pode ser peça-chave não apenas para a sanidade dos rebanhos, como estamos acostumados a exigir, mas também como gestor de sustentabilidade de onde trabalha.

O desequilíbrio ambiental provoca, por exemplo, infestação de insetos, como mosquitos, os quais podem transmitir dengue, zika, malária e chikungunya, entre outras doenças. O trabalho do médico-veterinário entra aí para combater as zoonoses, doenças transmitidas aos homens por animais.

Alimento seguro

E quem lembra do médico-veterinário quando está comendo? É a atuação desse profissional em granjas, frigoríficos, supermercados, matadouros e onde houver produtos de origem animal que garante a qualidade dos alimentos. Atuando há 13 anos na área de Inspeção Higiênico-Sanitária de Produtos de Origem Animal, Isabelle Campello explica toda a tecnologia que possibilita a segurança das carnes, ovos, leite, mel e outros produtos que chegam à nossa mesa. Ela aborda os conceitos de food safety, food defense e food fraud.

Nas últimas décadas, o Brasil despontou como uma potência agropecuária, produzindo para alimentar a população interna e exportar grãos e proteínas. Mesmo com a retração no comércio mundial, dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que o setor tem sido considerado essencial para manter o fornecimento de alimentos à população e o único a registrar crescimento consistente durante a pandemia.

Saúde Única

Nesse âmbito, a figura do médico-veterinário se destaca como o profissional mais qualificado para implantar e coordenar ações de Saúde Única. O Sistema CFMV/CRMVs tem insistido em alertar profissionais, gestores e população sobre o impacto positivo da atuação dele para a saúde de todos.

 

 

É justamente dessa totalidade que trata a Saúde Única: a saúde dos seres vivos e do planeta. O conceito de One Health envolve conhecimentos técnico-científicos, estratégias de enfrentamento às causas que provocam zoonoses e decisões políticas de saúde pública. A atuação do médico-veterinário na Saúde Única é exercida desde os primórdios, na origem da Medicina Veterinária, prevenindo, controlando ou erradicando doenças, garantindo a saúde animal e a qualidade e inocuidade dos alimentos de origem animal para a população.

Pelas redes sociais, sites oficiais e veículos de notícias, em breve, os brasileiros poderão conhecer um pouco mais sobre o amplo mundo da Medicina Veterinária, a área da ciência que cuida dos animais, do meio ambiente e cuida também de você.

Faça parte da campanha

Você é médico-veterinário e tem algo para contar sobre sua atuação na Saúde Única? Compartilhe conosco! Queremos mostrar a todos a importância desse profissional para a saúde humana, animal e ambiental. Grave um vídeo (pode ser pelo celular, na horizontal, ou seja, com a câmera deitada) de no máximo um minuto de duração e conte sua história. Encerre com a frase “o médico-veterinário também cuida de você” e poste de forma aberta (pública) nas redes sociais, usando #somossaudeunica.

É uma oportunidade de mostrar a todos o quanto a presença dos médicos-veterinários é ampla e relevante na vida das pessoas. Os vídeos ficarão hospedados no hotsite da campanha, no Portal CFMV, e poderão ser compartilhados nas redes sociais dos CRMVs e do CFMV.

No hotsite, também é possível baixar as peças publicitárias da campanha para divulgação. Empresas, profissionais e todos os cidadãos podem divulgá-las. Há peças para capa e avatar das redes sociais, além de material para mídias off-line (jornal e revista).

Embarque nesta campanha! O MÉDICO-VETERINÁRIOTAMBÉM CUIDA DE VOCÊ!

Assessoria de Comunicação do CFMV