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Médicos-veterinários reforçam vigilância sanitária no Carnaval

Durante os quatro dias de folia do carnaval, quem está se divertindo ou trabalhando acaba consumindo alimentos e bebidas na rua. Para garantir a segurança alimentar da população, os médicos-veterinários das vigilâncias sanitárias (Visa) reforçam a fiscalização do comércio de produtos de origem animal. O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças ou originem intoxicações alimentares, como a causada pela bactéria Salmonella.

Justamente para orientar vendedores e foliões nesse período de festa, os médicos-veterinários das Visas estão nas ruas realizando inspeções nos estabelecimentos fixos e orientando ambulantes das cidades que sediam as principais concentrações carnavalescas.

Confira as ações previstas para  Recife eOlinda.

 

Recife – O Galo da Madrugada costuma reunir mais de um milhão de pessoas nas ruas da capital de Pernambuco. Por lá, a Vigilância Sanitária também já está capacitando os ambulantes cadastrados pela prefeitura.

A médica-veterinária Maria Elisa Almeida de Araújo, da Comissão de Responsabilidade Técnica do CFMV (Conret/CFMV), é inspetora da Vigilância Sanitária do Recife e explica que, de 27 de fevereiro a 5 de março, haverá um estande em local estratégico, onde estarão equipes multidisciplinares que realizarão inspeções de alimentos em camarotes, trios elétricos e comércio informal.

“O médico-veterinário, além da inspeção dos produtos de origem animal, participa ativamente das atividades relacionadas ao meio ambiente, realizando avaliação da qualidade da água, o destino dos resíduos e a destinação adequada do esgotamento sanitário dos trios elétricos”, garante Maria Elisa.

Durante toda a festa do Galo da Madrugada, serão formadas barreiras sanitárias na cidade para apreender e inutilizar produtos clandestinos, evitando que cheguem ao consumidor. “Tudo para garantir alimentos seguros à população, em especial aos foliões, que nesse período vêm de todo o país e de fora também”, lembra.

De acordo com a inspetora, nessa época aumenta o consumo de produtos de origem animal, como queijo de coalho, espetinhos de carne, frango e de salsichão. “O risco desses produtos serem clandestinos é muito grande. A conservação é fator importante e as condições de temperatura desses alimentos são sempre foco da fiscalização”.

A orientação da médica-veterinária é que os foliões consumam os alimentos ainda quentes. “A multiplicação microbiana depende do binômio tempo-temperatura, então, primeiro observem se os alimentos estão bem conservados, prefiram os que não ficaram expostos e tenham acabado de ser cozidos, fritos ou assados em altas temperaturas, pois tendem a sofrer menor contaminação”, explica.

Olinda – A animação dos bonecos de Olinda também já mobiliza a Vigilância Sanitária do município a capacitar os ambulantes que vão trabalhar nas ladeiras do Sítio Histórico durante o carnaval.

Os inspetores explicam as formas de acondicionamento e manuseio dos alimentos e bebidas, que o local deve estar limpo e organizado e os produtos, devidamente armazenados e lacrados; indicam o tipo de gelo recomendado, com selo de garantia e dentro do prazo de validade. Ainda destacam que os manipuladores de alimentos precisam usar luvas, touca, roupas de cores claras e sem ornamentos.

A orientação dos médicos-veterinários da Secretaria de Saúde de Olinda é que os foliões não consumam alimentos e bebidas com procedência desconhecida, observando data de validade, aspecto dos produtos e higienização do ambiente comercializado.

 

Assessoria de Comunicação do CFMV